2 de fevereiro de 2011

A Marca Brasil: Vídeo 2


Plano Aquarela Texto 1: O desenho da estratégia em detalhes



Lançado em abril de 2005 e atualizado anualmente, o Plano Aquarela foi concebido como uma ferramenta de planejamento, uma metodologia de trabalho e um guia detalhado para o trabalho de promoção internacional do Brasil como destino turístico. Ele permite monitorar a realidade dos mercados, promover ajustes e avaliar  resultados.
O Plano foi concebido para permitir que a tomada de decisão na promoção internacional pudesse sempre ser coerente com as estratégias planejadas e, ao mesmo tempo, flexível às mudanças de ambiente, permitindo o desenvolvimento com profissionalismo da promoção turística do Brasil no exterior.
O desenho do Plano Aquarela teve três fases: diagnóstico, formulação da estratégia de marketing e plano operacional.

O DIAGNÓSTICO
Realizado em 2004, foi fundamental para garantir consistência ao planejamento. Fez-se uma radiografia da situação atual, para responder perguntas essenciais para elaboração da estratégia. Os seguintes fatores foram analisados para revelar essa radiografia: o mercado turístico global; análise dos produtos brasileiros (oferta internacional); a opinião dos turistas estrangeiros; a opinião do mercado turístico (operadores e agentes de viagens) e a opinião interna (dentro do Brasil) dos formuladores de políticas e representantes do mercado turístico.
Mercado global – como funciona?
A princípio elaborou-se um estudo sobre o ambiente que permeia o mercado turístico. O foco foi o desempenho do turismo no mundo, nas Américas e no Brasil, bem como a evolução da atividade nestes três contextos durante determinada série histórica. A base foram pesquisas internacionais realizadas por entidades reconhecidas, tais como a OMT (Organização Mundial do Turismo), WTTC (World Travel and Tourism Council), Órgãos Oficiais de Turismo de vários países, institutos de pesquisa e outras instituições do setor privado. Os dados pesquisados permitiram identificar:
  1. As principais tendências do turismo no contexto global;
  2. A posição dos principais líderes mundiais, bem como do Brasil e seus principais competidores no turismo internacional; 
  3. O perfil e o comportamento dos mercados turísticos mais importantes (principais países que têm o turismo bem desenvolvido);
  4. As oportunidades e desafios para o Brasil.
Produtos - o que promover?
Um passo fundamental foi conhecer a realidade da oferta turística internacional do Brasil. Por sua dimensão continental, o país oferece inúmeras possibilidades aos viajantes – que, por sua vez, podem combinar interesses e atividades múltiplas. Nesse sentido, a oferta Brasil foi estudada e organizada no âmbito de seus produtos exclusivos (aqueles que permitem uma experiência única e diversa de qualquer outra no mundo) e de sua oferta segmentada (quais produtos são oferecidos nos diversos segmentos turísticos).
A partir de uma lista de destinos, praias, cidades, parques nacionais e estaduais, os produtos turísticos do Brasil foram avaliados, considerando a potencialidade para o turismo internacional, seu valor real (condições reunidas de oferta turística, singularidade e conhecimento do público) e o grau de aproveitamento atual no exterior.
Esse processo foi realizado em várias etapas e envolveu aproximadamente vinte técnicos do Ministério do Turismo, da EMBRATUR, do convênio EMBRATUR/UNESCO - Monumenta, do PROECOTUR, além dos consultores da empresa Chias Marketing e representantes das principais operadoras brasileiras que atuavam no mercado internacional. 
Tendo como ponto de partida o Programa de Regionalização do Ministérios do Turismo foram então estudados e selecionados os produtos e destinos turísticos que podem ser promovidos no mercado internacional, eles conjugam diversos aspectos como acesso, valor de mercado, serviços e roteiros integrados. O resultado foi uma grade de 163 produtos turísticos dispostos em um ranking que considera todas as variáveis analisadas. Com este instrumento, o trabalho de promoção internacional pode formular prioridades estratégicas para quais produtos promover em que países emissores para o Brasil. De outro lado, identificou onde havia necessidade de desenvolvimento de mais recursos para qualificar o produto turístico e os investimentos necessários para tal. 
Ao longo dos primeiros anos de aplicação do Plano, esta grade de produtos foi sendo atualizada, à medida que surgiam novas demandas e tendências, e conforme se observava o desempenho destes e de outros produtos turísticos brasileiros no mercado internacional. 
O processo de elaboração da grade de produtos incluiu o esforço de organização da oferta turística brasileira segundo os conceitos definidos pela OMT (Organização Mundial do Turismo) e adotados pelo mercado mundial, em cinco grandes segmentos – sol e praia; cultura; ecoturismo; esportes; e negócios, eventos e incentivos. Dentro de cada segmento, foram estabelecidos diversos nichos de mercado (golfe, por exemplo, é um nicho do segmento de esportes); e dentro dos nichos, são determinados os produtos focados, que atendem ao público (um produto para o segmento de golfe, por exemplo, seriam os campos de golfe à beira-mar na Bahia). A lista de produtos por cada segmento ou nicho foi definida com base nos estudos de mercado e nas estimativas de volume de viagens por segmento turístico – levando em conta aspectos diferenciais, potencialidade geral e dos nichos.
A situação da oferta turística do Brasil foi ainda analisada sob os aspectos da presença dos produtos turísticos brasileiros no mercado internacional, tendo como referência:
  1. o conteúdo dos catálogos de vendas das principais operadoras turísticas dos 18 maiores países emissores; 
  2. o uso do produto feito pelo turista internacional que visita o Brasil;
  3. o histórico da promoção turística internacional executada pelos principais líderes mundiais e pelo Brasil até aquele momento.
Vale ainda destacar que os principais fatores de competitividade dos produtos turísticos brasileiros foram analisados por terem características brasileiras, que os diferenciam dos produtos de outros países. Algumas perguntas foram feitas, como por exemplo: o que somente o Brasil pode oferecer como experiência de viagem observando seus aspectos culturais e naturais ? Quais atrativos somente nosso país oferece ? Como podemos nos diferenciar de nossos concorrentes ?
O que o turista estrangeiro pensa do Brasil? Qual a imagem e o nível de conhecimento do país nos mercados emissores de turistas?
Decifrar a visão que o Brasil tinha para turistas que já haviam ou não visitado o país exigiu uma série de pesquisas realizadas pela EMBRATUR. Foram ouvidos turistas estrangeiros que estavam terminando sua viagem ao Brasil e turistas potenciais, em dezoito países da Europa, Américas e Ásia. O foco qualitativo com uma base quantitativa forte são os dois pontos mais importantes para um plano de marketing. Sob esta premissa foram feitas duas pesquisas com o consumidor final.
A primeira foi feita em outubro de 2004, com 1.200 turistas estrangeiros que terminavam a sua visita ao Brasil, e a outra com 5.000 turistas potenciais, dentre aqueles que viajam frequentemente ao exterior, aplicadas em seus países de origem.
Já a opinião interna do setor turístico brasileiro foi incorporada através da realização de seminários e reuniões. Foi realizada uma série de encontros com representantes das organizações, associações classistas, secretários estaduais e lideranças dos setores público e privado ligadas ao turismo no Brasil. Durante quatro dias foram mobilizadas aproximadamente 100 lideranças de todo o país e dos diferentes segmentos turísticos num total de 15 reuniões setoriais. Esses encontros garantiram um processo participativo de construção e fortalecimento da imagem turística do país.
Para conhecer a opinião dos profissionais do setor de turismo no exterior foi feita uma pesquisa com os dez maiores operadores de turismo em 18 países “prioritários” (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Holanda, Portugal, Estados Unidos, Japão e China), sendo cinco operadores que não trabalhavam com o produtos e destinos brasileiros e outros cinco operadores que já comercializavam o produto Brasil.
Esses quatro estudos, todos realizados no último trimestre de 2004, foram fundamentais para se adquirir informações e dados sobre:
  1. A experiência, o comportamento, os interesses e o perfil dos turistas atuais e potenciais; 
  2. O nível de conhecimento dos profissionais do setor de turismo e dos consumidores dos diferentes mercados a respeito do país; 
  3. A imagem e o posicionamento do destino Brasil no mercado internacional; 
  4. Os elementos de valor para compor as estratégias de comunicação; 
  5. Os problemas de comunicação a serem solucionados e os aspectos positivos que deveriam ser ressaltados.
Os principais resultados observados foram:
  • Os turistas internacionais que visitavam o Brasil eram turistas experientes, que haviam feito ao menos uma viagem intercontinental nos últimos dois anos.
  • O índice de repetição da viagem ao Brasil era bastante alto, ou seja, estes turistas estavam sendo fidelizados.
  • Os principais motivos da escolha do país como destino turístico apontados foram, em ordem de prioridade: Sol e Praia, Conhecer o Brasil, Belezas Naturais, Cultura Viva, Povo, Recomendação de amigos e parentes.
  • O melhor do Brasil é a natureza e o povo. Dentre os aspectos negativos mais destacados estavam a pobreza e a segurança pública.
  • O interesse pelo Brasil dentre os turistas potenciais era em geral alto, mas a predisposição para viajar no curto e médio prazo era pequena.
  • A opinião interna destacou como síntese do Brasil a diversidade e a possibilidade de vivenciar novas e diferentes culturas e ambientes.
  • Dentre os pontos fortes do Brasil destacaram-se: os atrativos naturais, a diversidade cultural, o povo brasileiro e a imagem do Brasil. 
  • Como ícones do País foram colocados Rio de Janeiro, Amazônia, Povo Brasileiro, Diversidade, Foz do Iguaçu e Brasília.
  • O nível de conhecimento dos turistas potenciais e dos profissionais do setor de turismo no exterior em relação ao país era muito baixo. Mesmo para o turista atual, o conhecimento estava bastante concentrado nos ícones do Brasil e havia muita insegurança sobre a infra-estrutura do país. Portanto, o grande desafio da comunicação naquele momento seria fazer com que tais públicos descobrissem de fato o Brasil.
  • O mapeamento do posicionamento do destino Brasil para os diferentes mercados revelou que havia um consenso no imaginário dos diferentes públicos. O posicionamento do Brasil estava sempre entre natureza/patrimônio natural e estilo de vida.

1 de fevereiro de 2011

A construção da estratégia de promoção internacional do Brasil

    Assista  ao Vídeo 1 sobre a construção do Plano Aquarela

31 de janeiro de 2011

Plano Aquarela 2020: seus principais eixos

Amigos,      
Fico muito satisfeita em ter o Plano Aquarela como o post  mais lido do blog. O interesse é grande por parte de estudantes, de profissionais do setor e técnicos que trabalham também no setor púbico.
Segue abaixo o link para os interessados e a partir de amanhã estarei postando pequenos vídeos e textos sobre o tema. Vamos começar conversando sobre 5 temas:
- a construção participativa do Plano Aquarela
- a criação da marca Brasil
- a criação de uma área de negócios e eventos 
- a reformulação da agenda de promoção comercial 
- a parceria com o setor privado

http://www.brasilnetwork.tur.br/brnetwork/opencms/bn/arquivos/downArquivos/PlanoAquarela2020/atualizado/plano_aquarela_2020.pdf?__locale=pt_BR

29 de janeiro de 2011

Fórum PANROTAS 2010 - Jeanine Pires

GLOBO NEWS sobre eventos no Rio - video

Matéria na Globo News sobre eventos internacionais


http://www.youtube.com/watch?v=7ZKIpDk6_ck&feature=youtube_gdata_player

Gastos dos estrangeiros no Brasil em 2010

Global Economic Outlook: Recovery is Gaining Pace and Confidence is Growing


World Economic Forum News Release
adrian.monck@weforum.org

Global Economic Outlook: Recovery Is Gaining Pace and Confidence Is Growing

  • While emerging economies have recovered strongly, developed countries are also on the rebound
  • With additional public sector stimulus unlikely, the private sector should fuel growth through investment
  • The G20 agenda must be sensitive to the concerns of countries that are not members
  • More information on the World Economic Forum Annual Meeting 2011: http://www.weforum.org

Davos, Switzerland, 29 January 2011 – The global economy is rebounding, led by developing economies including China and India, with developed countries growing much more slowly, government and banking leaders said in a plenary session on the global economic outlook at the World Economic Forum Annual Meeting 2011. While the recovery is gaining pace, however, there remain significant challenges for all economies.

For the full release and supporting information, please visit:
http://www.weforum.org/NR_Davos2011_EconomicOutlook

 


As viagens e o uso do celular: procure o ponto final no horizonte

É simples, e pode ajudar muito. E não é pra telefonar, é como guia, album, registros e até ligações via skype sem custo. Seja para próximas viagens suas, para recomendar a amigos e pra depois lembrar daquele lugar super legal o celular está trazendo possibilidades infinitas para o setor de viagens e turismo!
O uso do celular para deslocamentos em viagens, não somente de carro, mas também em pequenos passeios, localização de restaurantes, busca de todo tipo de informação é o que vem mudando radicalmente o comportamento dos visitantes nas viagens. É preciso ter uso de internet e um telefone com aplicativos específicos.
Você encontra qualquer informação, salva em seus contatos, localiza no mapa, busca referências. Adquirir o hábito de salvar o endereço do restaurante que você adorou pode trazer possibilidades infinitas. Além de mostrar e indicar a amigos, você pode enviar comentários, fotos, vídeos.
Até o álbum da viagem pode ser construído durante a própria viagem, transformando as lembranças num arquivo de computador, num e-book impresso ou numa apresentação de TV para mostrar à família depois.
Eu até já organizo meus relatórios de viagens a trabalho durante a viagem. A partir da agenda previamente organizada, coloco os resultados das reuniões, fotos, temas a tratar no futuro e, ao voltar é só dar uma revisada e pronto!
Como os destinos, serviços e produtos turísticos de nosso país estão entrando nesse cenário? 

28 de janeiro de 2011

Viracopos vai ter nova pista e segundo terminal, Boltim ABETAR

Licença ambiental para a polêmica ampliação foi dada ontem pelo Consema; hoje, Diário Oficial da União publica edital do projeto



A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) lança hoje (28) o edital para a contratação do projeto de ampliação do Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Serão construídos uma nova pista e um segundo terminal de passageiros, que vão elevar a capacidade do aeroporto para 9 milhões de passageiros por ano - hoje são 5 milhões. A estatal promete entregar pelo menos 25% da obra em novembro de 2013, sete meses antes da Copa 2014.
O anúncio foi feito horas depois de o Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (Consema) conceder a licença ambiental prévia para o início da obra. A autorização foi aprovada por unanimidade, logo na primeira reunião do conselho no mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Na gestão anterior, de José Serra (PSDB), ela ficou parada por dois anos na Secretaria de Estado do Meio Ambiente - a pasta chegou a colocar 18 ressalvas para a liberação do empreendimento.
Considerada estratégica para absorver a demanda do setor aéreo, a expansão de Viracopos também é fundamental para São Paulo realizar seu plano de sediar a abertura da Copa. O projeto inclui também a construção de um pátio de aeronaves, edifício-garagem de quatro andares e hotel com centro de convenções. O valor total da obra é estimado em R$ 823 milhões.
A ampliação já vinha sendo discutida desde 1997, mas indefinições sobre os impactos ambientais e as disputas políticas entre a prefeitura de Campinas, o Estado e a União dificultavam uma decisão definitiva. O projeto anterior, abandonado em 2007, previa a desapropriação de 16 mil famílias e recebeu críticas dos moradores. Em seu lugar foi feita a proposta atual, que deve retirar 593 famílias de uma comunidade rural de or igem suíça, além de 8,71 hectares de vegetação nativa de numa Área de Proteção Permanente.
Crescimento. Durante o período em que o imbróglio esteve pendente, o aeroporto cresceu em importância e viu seu movimento quintuplicar entre 2008 e 2010. Viracopos é hoje o 12º maior aeroporto do País em número de passageiros e opera voos regulares para cidades como Frankfurt, Paris e Lisboa. Mesmo a uma hora do centro de São Paulo, ele virou a principal base de operação da Azul Linhas Aéreas e tem servido de alternativa a companhias aéreas quando os aeroportos de Congonhas, na capital, e Cumbica, em Guarulhos, fecham por condições climáticas adversas.
Os planos da Infraero incluem explorar o potencial internacional do terminal e transformar Viracopos no maior hub (terminal de conexões) da América Latina. Isso ajudaria a desafogar Cumbica, que opera acima da capacidade. Para tanto, a Infraero conta com o interesse de várias companhias internacionais, que consideram as condi ções meteorológicas de Viracopos muito favoráveis e querem aproveitar que a nova pista de pouso e decolagem será independente da primeira - o que diminuiria o tempo de espera das aeronaves.
O prazo para concluir o projeto de engenharia, orçado em R$ 44,6 milhões, é de 24 meses após a assinatura do contrato com a empresa que ganhar a licitação. Mas, para agilizar o processo, a Infraero vai começar a executar as obras durante esse período, realizando etapas intermediárias assim que cada parte do projeto estiver concluído. A previsão é que o aeroporto esteja pronto em 2015. 
"Queremos transformar Viracopos no grande terminal da região metropolitana de São Paulo", avisa o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero, Jaime Barreira.


Fonte: O Estado de S.Paulo - Bruno Tavares, Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli


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