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4 de janeiro de 2012

Pra 2012? Desafios...

Quando parei pra pensar nos desejos para 2012, a palavra que me veio à mente foi "desafios".



É isso que eu desejo a todos nesse novo ano.
Esse ano não quero coisas prontas, quero oportunidades para inovar e começar de forma nova.
Em 2012 não quero mais do mesmo, quero idéias imaginadoras para projetos inovadores.
Desejo a todos que possamos acordar todos os dias pensando de forma diferente quando refletimos sobre temas antigos que necessitam de respostas diferentes.
Quero abrir gavetas com a mão esquerda, andar por novos caminhos e explorar novos lugares.
É claro que o clássico de desejar saúde e paz sempre vale.

11 de setembro de 2011

Lembranças e homenagens... 11/9


8 de agosto de 2011

Você tem alguma preferência de assento no avião?


Para aqueles que viajam muito, as preferências ou manias vão tentando adaptar uma viagem confortável e menos cansativa.
Tem aqueles que amam janela, olhar a paisagem, a visão do alto. Já alguns odeiam, precisa pedir pra todos saírem quando precisar levantar ou ainda, dá uma sensação de claustrofobia.
Corredor, eu adoro! Saio na hora que preciso, me sinto mais "livre". Nossa! E aquela pessoa que passa no corredor e bate na sua perna, puxa sua cadeira. Sim! Tem aqueles que ficam em pé no corredor, conversando e se apoiando na sua cadeira! Delícia pra embalar o sono ou pra trabalhar!
Bem, no meio, ainda não encontrei que gostasse ou odiasse. Vc conhece o motivo de alguém preferir o meio?
Eu mesma, AMO a primeira cadeira. Faço qualquer negócio pela janela na fileira 1! Se não der certo, corredor!
E vc? Qual sua mania no avião?

3 de agosto de 2011

Me desculpem os homens, mas ser paralela é fundamental...

Com a licença e o risco de Stephen Kanitz, retransmito aqui artigo sobre o debate dos neurônios a mais dos homens. Vale a pena a leitura ( ainda mais de um texto escrito por um homem )        
       


                     MULHERES SÃO PARALELAS,  por Stephen Kanitz                  


                   


Homens gostam de se gabar que possuem 23 bilhões de neurônios enquanto a mulher possui "somente" 19 bilhões, 4 bilhões a menos. Consideram este fato, comprovado cientificamente, um sinal de superioridade. As mulheres respondem imediatamente, que não faz a menor diferença, no que elas estão absolutamente corretas.
Do ponto de vista da seleção natural, não há como a natureza selecionar mulheres "burras" e homens "inteligentes". Ambos os sexos tinham que ser igualmente espertos para fugirem dos predadores nos primórdios, na África.


Mulheres compensam esta diferença processando a informação de forma diferente. Homens pensam seqüencialmente, etapa por etapa, logicamente trilhando o caminho da racionalidade, comparando fatos com regras pré-estabelecidas. Suas conclusões dão do tipo “sim-não”, “certo-errado”.

Mulheres raciocinam em paralelo, avaliam dezenas de variáveis simultaneamente, suas conclusões são do tipo “melhor-pior” ou uma simples sensação visceral de certeza da conclusão. Por isto, dizem que as mulheres são “intuitivas”. Elas processam informação mais rapidamente, são mais abrangentes, mais holísticas. Ou seja, mulheres são paralelas, homens são seriais.


Recentemente, um estudo descobriu que as mulheres possuem 13% mais sinapses do que homens, o que compensa a diferença e muda a forma de pensar. Homens têm mais neurônios, mulheres têm mais sinapses.

Talvez seja por isto, que as mulheres conseguem cuidar de 20 coisas ao mesmo tempo. São excelentes enfermeiras, mães de 5 filhos, administradoras de equipes, administradoras de escolas, hospitais e associações, onde ninguém fica quieto um minuto. Homens adoram gerenciar planos, números e orçamentos que precisam ser obedecidos. Por serem seriais e lógicos tendem a ser arrogantes e donos da verdade, mesmo estando errados. Mulheres, por serem paralelas, sempre sofrem a incerteza da dúvida, mesmo estando certas. São inseguras sem razão. Suas conclusões são corretas, mas não seguem a lógica masculina serial. Homens tendem a ver tudo preto ou branco, esquerda ou direita. Mulheres tendem a ver o cinza, são muito menos dogmáticas e mais conciliatórias.
Homens arriscam um tudo ou nada com enorme facilidade, mulheres tendem a procurar a opção mais segura. Numa briga de casal, homens discutem causa e efeito. Mulheres discutem sentimentos e emoções, ambos de acordo como seus cérebros processam informações.


Um dos problemas desta teoria é que não sabemos exatamente como funciona o cérebro paralelo. A maioria dos estudos neurológicos tem sido feita em cérebros de soldados mortos em combate, não em cérebros de mulheres. Na realidade, ambos os sexos são seriais e paralelos e o que estamos sugerindo, para uma reflexão mais aprimorada por cientistas, é que talvez os homens tendem a ser mais seriais, as mulheres tendem a ser mais paralelas. Estas características, às vezes, são descritas erroneamente como cérebro direito e cérebro esquerdo. O lado do cérebro não tem nada a ver com estas diferenças. A verdadeira explicação não é o lado, mas sim se está sendo processado pela parte do cérebro que é paralela, ou a parte que é serial. Se esta teoria for correta, e está longe de ser aceita, explicaria porque é tão difícil a comunicação entre os sexos. Homens ficam num canto falando de dinheiro, mulheres do outro falando de emoções. Para diminuir esta distância, mulheres teriam de tentar explicar suas conclusões de forma mais serial. Homens deveriam escutar mais os sentimentos (paralelos) das mulheres e falar com analogias e cenários e não com deduções lógicas. Na medida que o mundo se torna cada vez mais complexo, exigindo o processamento de centenas de variáveis ao mesmo tempo, aumentam as vantagens competitivas das mulheres sobre os homens. Já se falava que este milênio seria das mulheres, e hoje mais mulheres se formam em administração de empresas do que homens. Seu próximo chefe tem muita chance de ser uma mulher. Quase tivemos uma presidenta em 2002, esperem para ver 2006.



Portanto, não são as mulheres que possuem 4 bilhões de neurônios a menos, são os homens que precisam de 4 bilhões de neurônios a mais, para processarem as mesmas informações.

3 de junho de 2011

Destaques da Semana 03 Jun

Essa semana dois posts tiveram destaque.
O primeiro "Muito Além da Especulação"( http://jeaninepires.blogspot.com/2011/05/muito-alem-da-especulacao.html ), quando falo da preparação dos eventos esportivos e aspectos importantes que estão passando longe do debate e das ações.
O segundo, "Como continuo a ser feliz" ( http://jeaninepires.blogspot.com/2011/06/como-continuo-ser-feliz.html ) , pessoal depoimento sobre os novos desafios profissionais e, além disso, o pensar na felicidade e realização.
Bom final de semana.

24 de fevereiro de 2011

Rio está entre as dez metrópoles que melhor reagiram à crise mundial, Guilherme Barros


De acordo com a pesquisa Global Metro Monitor, realizada em Londres, o Rio saltou da 100ª para a 10º posição entre as cidades que melhor reagiram à crise econômica mundial, à frente das gigantes Nova York, Paris, Berlim, Madri e Barcelona.
A pesquisa analisou os itens “geração de emprego” e “aumento de renda”. Nos últimos três anos, o Estado gerou cerca de 450 mil empregos e registrou um crescimento de 60% no número de novas empresas. Com isso, o índice de desemprego no estado (5%) está abaixo da média nacional (6%) e é quatro vezes inferior aos 20% registrados na Espanha, por exemplo.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, esse balanço positivo é resultado de uma série de estratégias adotadas pelo governo – inclusive para a capital – para a atração de novos empreendimentos para o estado.
“Criamos um ambiente propício com desenvolvimento tecnológico, melhoria do ambiente de negócios, incentivos financeiros e tributários e investimentos em capacitação profissional de mais de R$ 80 milhões”, explica.
O ranking da Global Metro Monitor é liderado por Istambul, na Turquia, e a cidade chinesa de Shenzen aparece em segundo lugar. O terceiro lugar ficou com Lima, no Peru, e Santiago, no Chile, aparece em 5º.
No Brasil, apenas o Rio figura entre as 10 principais. São Paulo ocupa a 25º posição e Belo Horizonte, a 22º. O dinamismo do Rio de Janeiro desbancou Nova York (77º lugar), Paris (96º lugar), Berlim (111º lugar), Madri (142º lugar) e Barcelona (148º lugar).
O estudo, publicado em conjunto pela London School of Economics e pela Brookings Institution, compara o dinamismo econômico das 150 maiores metrópoles do mundo nos períodos anterior (1993-2007) e posterior (2008-2010) à crise. A íntegra da pesquisa pode ser acessada aqui: Global Metro Monitor.

16 de fevereiro de 2011

Fazer a limonada, melhor, a caipirinha !

A breve experiência de trabalhar com a promoção internacional do Brasil como destino turístico durante quase 8 anos me traz a uma reflexão sobre a necessidade de tratar de forma diferenciada a imagem do Pais no cenário mundial.
Não somente porque as oportunidades de realizar a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 vão trazer uma visilidade mundial que não pode ser disperdiçada, mas sobretudo, porque o Brasil vive grandes mudanças internas e tem um papel cada vez mais importante no cenário global.
Todas as mudanças internas que o pais vive  em sua realidade social e econômica; as transformações culturais e políticas podem ser trabalhadas no sentido de mudar a percepção que os brasileiros têm de si mesmos. E muito além disso, no mundo globalizado de muita competição entre empresas, marcas, lugares e valores, a percepção que o mundo tem do Brasil pode chegar mais perto da realidade e contribuir para que internamente as mudanças sejam mais solidas e plenas.
Na verdade acredito que podemos cuidar de nossa reputação de forma coordenada, no longo prazo, ao mesmo tempo em que buscamos tornar nosso pais mais competitivo no cenário mundial.
A sugestão é que os setores público e privados que lideram as ações no mercado gobal trabalhem juntos e alinhem seus pensamentos e ações por meio de uma estratégia única de país. Juntar atração de investimentos, com promoção do turismo; associar  nomes de lideranças e celebridades a marcas de produtos de exportação; utilizar relações diplomáticas aliadas a ferramentas de relações públicas e relacionamento com a mídia mundial. São apenas alguns eixos de atuação que são eficazes com suas estratégias individuais ou diferentes mensagens que podem estar alinhados e direcionadas de uma forma mais coordenada e eficaz.
O Brasil já ocupa um lugar importante num certo "vácuo" do mercado global, do consumo de valores e produtos. A oportunidade de realizar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e Para-Olímpicos trarão ao Brasil um momento em que percepção e conhecimento da nossa realidade estarão próximos como nunca. A um valor imensurável de comunicação e marketing espontâneo global.
Temas como aquecimento global e as medidas que o país mostra ao planeta, energia renovável, a liderança no continente sul-americano, são ações de nosso país que afetam a vida de outras pessoas em outros países, e portanto, farão com que nossas atitudes passem a importar mais.
Vamos fazer a limonada, melhor, a caipirinha !

10 de fevereiro de 2011

Delivering an infant business is in the details, Richard Branson ( TODAYonline)

by Richard Branson
So you have an idea for a business - one that you believe has the potential to alter the industry. You have put together a simple, straightforward proposition that potential customers find easy to understand. You have raised the necessary capital, gathered a team and publicised your new venture by every means available. What happens next?
It's time to deliver on your promises. And the only difference between merely satisfactory delivery and great delivery is attention to detail.
Anyone who aspires to lead a company must develop a habit of taking notes. I carry a notebook everywhere I go. Most of my entries are like this one, from a Virgin Atlantic flight years ago: "Dirty carpets. Fluff. Areas around bow dirty. Equipment: Stainless steel, grotty. Choice of menu disappointing - back from Miami, prawns then lobster (as a main course) in Upper Class. Chicken curry very bland. Chicken should be cut in chunks. Rice pretty dry. No Stilton available on cheeseboard."
What's most revealing is this final note: "Staff desperate for someone to listen. Make sure flight staff reports are actioned IMMEDIATELY."
I'm pleased to say that they now are. This is the real key to getting all the other items on the list done - employees are better able to report problems and get them fixed before I come along with my notebook.
And as you decide how best to deliver your product or service, keep in mind the company's core business values, the medium-term strategic considerations and where the industry is headed in the long term. Make your decisions on the micro level in light of that bigger picture, and your business should be headed in the right direction.
This problem-solving process should not be limited to the launch. Owners and leaders of established companies should sample their business products as often as possible. Many bosses regularly speak to staff at all levels, but often they do not follow up on problems they uncover. This means that their employees never learn what importance the CEO places on getting the details right, or see just how necessary and possible it is to address the everyday problems that come up.
If you foster a corporate culture of waiting for someone else to solve problems, the company will suffer the consequences.

BOSSES, GIVE STAFF YOUR PHONE NUMBER

Great delivery also depends on great communication, which should start at the top. Be brave: Hand out your email address and phone number. Your employees will know not to misuse it or badger you, and by doing so, you will be giving them a terrific psychological boost - they will know that they can contact you anytime a problem comes up that requires your attention.
Instilling attention to detail throughout your new company will prove especially important when the business begins to gain ground. It always tickles me when a spokesman explains to reporters that a company experiencing delays or other problems in delivering a product or service is "a victim of its own success" - as though it had undergone something rare and freakish.
Delivery is not just limited to the company's first day: Employees across the business should be focusing on getting it right all day, every day.
A few years ago, I saw warning signs that we were starting to stumble when I received a letter from a couple who had planned to travel on Virgin Trains in Britain. We had seen a rapid 50-per-cent increase in passenger numbers and suddenly people were finding it difficult to get a seat on the busier routes.
The letter writers had not realised that they now had to book seats in advance. When they arrived at the station, they found the staff unhelpful. Given that the husband was disabled and needed assistance, this was pretty terrible of us.
I personally helped them with their problem and in the process become concerned about the bigger picture for this company. I penned a letter to Ashley Stockwell, the brand and customer service guardian for Virgin Group, asking him to take a look. Thanks to our renewed focus on delivering great service and attention to detail, we got better and soon received plaudits. I'm proud to say that Virgin Trains delivered on its promises - it wasn't easy.
Finally, if you do start to see success in the form of new and repeat business, remember to keep a cool head. You're delivering change, and if you are succeeding, other businesses are very probably getting hurt in the rough and tumble. They will try to shut you down.
Be sportsmanlike, play to win, and then befriend your enemies. If you do fall out with a partner, colleague or competitor, call that person a year later and take him out to dinner. It is likely you have a great deal in common. After all, why did you both get into the business in the first place? To deliver change, serve customers, reform an industry - does any of this sound familiar?
Now, what can you create together?
© 2010 Richard Branson (Distributed by The New York Times Syndicate)


Adapted from "Business Stripped Bare" by Sir Richard Branson, the founder of the Virgin Group and companies such as Virgin Atlantic, Virgin America, Virgin Mobile and Virgin Active.

URL http://www.todayonline.com/Commentary/EDC101230-0000199/Delivering-an-infant-business-is-in-the-details

8 de fevereiro de 2011

Não é dinheiro, estúpido - Nizan Guanaes, Folha de S. Paulo (08/02/11)

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.
Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.
Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.
Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.
É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.
Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.
A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.
A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.
É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).
Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.
Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.
Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".
Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.
Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.
Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC, escreve às terças, a cada 15 dias, nesta coluna.

29 de janeiro de 2011

As viagens e o uso do celular: procure o ponto final no horizonte

É simples, e pode ajudar muito. E não é pra telefonar, é como guia, album, registros e até ligações via skype sem custo. Seja para próximas viagens suas, para recomendar a amigos e pra depois lembrar daquele lugar super legal o celular está trazendo possibilidades infinitas para o setor de viagens e turismo!
O uso do celular para deslocamentos em viagens, não somente de carro, mas também em pequenos passeios, localização de restaurantes, busca de todo tipo de informação é o que vem mudando radicalmente o comportamento dos visitantes nas viagens. É preciso ter uso de internet e um telefone com aplicativos específicos.
Você encontra qualquer informação, salva em seus contatos, localiza no mapa, busca referências. Adquirir o hábito de salvar o endereço do restaurante que você adorou pode trazer possibilidades infinitas. Além de mostrar e indicar a amigos, você pode enviar comentários, fotos, vídeos.
Até o álbum da viagem pode ser construído durante a própria viagem, transformando as lembranças num arquivo de computador, num e-book impresso ou numa apresentação de TV para mostrar à família depois.
Eu até já organizo meus relatórios de viagens a trabalho durante a viagem. A partir da agenda previamente organizada, coloco os resultados das reuniões, fotos, temas a tratar no futuro e, ao voltar é só dar uma revisada e pronto!
Como os destinos, serviços e produtos turísticos de nosso país estão entrando nesse cenário? 

25 de janeiro de 2011

Bem vindo ao presente!, por Jaderson Alencar

Muitas vezes ouço que os meios digitais, as redes sociais são o futuro da comunicação. Será?  Na minha modesta opinião não. O futuro a algo superior pertence e o presente com certeza já pertence a esses meios.
São mais de 350 milhões de pessoas nesse exato momento em que escrevo aqui falando nas redes e com certeza estão falando sobre você, sua marca, sua empresa.
Vale destacar que o importante não é saber somente quais são essas redes, quantas são, mas a mudança de comportamento que elas acarretam.
Antes,  o consumidor era o consumidor, simples e pronto. Hoje, todos se tornaram meio do processo, são consumidores, multiplicadores, fidelizadores, um consumidor não só consome, mas vende, replica, tweeta, promove, posta.
A internet proporciona a comunicação de todos para todos e não de um para todos como a publicidade convencional anterior. Por exemplo, eu, nesse exato momento, poderia estar ajudando uma empresa com a qual me identifico a vender passagens, ou a promover um evento, ou até vender um carro. É fato, se eu falo sobre algum carro ou alguma companhia aerea os meus 1000 seguidores vão acreditar mais em mim do que na empresa falando, porque sou imparcial e ao mesmo tempo tenho credibilidade no grupo a qual pertenço.
E como fazer para usar desses meios? Como fidelizar pessoas? Como ter uma presença interessante nas redes?
Primeiro, identificar quem e onde você quer chegar e atingir. Depois saber que é um caminho sem volta, ao entrar em uma conversa tem que conversar todo dia e nunca sumir e por ultimo desenvolver suas estratégias e monitorar.  As estratégias vão determinar todo o trabalho, o conteúdo, os videos, audios, fotos, promoções e tudo que você quiser.
Na minha opinião essas são as palavras do momento para estar presente nas redes:

Relevancia
Criatividade
Precisão
Inovação
Competitividade
E RELACIONAMENTO.

Entretanto, é essencial ressaltar que a estratégia de comunicação de uma empresa depende diretamente de seu público-alvo, seus objetivos, necessidades e metas. Uma boa comunicação é a que sabe atingir seus objetivos planejados e não aquela que utiliza todos os meios sem foco pré definido.
E não se esqueça, talvez você não se importe com isso, mas muita gente está falando de você nas redes, cabe a você querer agir, reagir ou esquecer (esquecer pode acarretar em um grande potencial de viralização caso estejam falando mal). Bem vindo às redes.

10 de janeiro de 2011

As Mulheres super poderosas parte 2, por Paulo Salvador do Blogs Panrotas

Mas como eu estava dizendo, (se o leitor chegou agora, recomendo começar pelo post anterior) o predomínio de homens na direção das empresas leva ate a decisões absurdas. Vejam o caso da Apple. Uma empresa exemplar, com uma cultura de inovação exemplar e um lider exemplar.
A Apple não possuía nenhuma mulher em seu comitê de direção quando concebeu o nome iPad. “Pad” em inglês significa absorvente feminino.  As consumidoras anglofônicas ficaram chocadas. Seria  o mesmo se a Apple lançasse no Brasil o “iModess”.
Voltando ao paradoxo do marketing masculino:  Mascarar os produtos de rosa não muda nada. Segundo o estudo da Boston Consulting Group,  as consumidoras ignoram produtos que não sejam customizados para elas e rejeitam todo tipo de estereótipo do tipo “hotel para mulheres”, “carro para as mulheres”, “cruzeiro para mulheres” etc.
Mas o predomínio dos homens no poder estão com os dias contados: dos  11 milhões de empregos destruídos nos EUA 2/3 foram do sexo masculino. As mulheres já são maioria nas universidades e os homens são reprovados em maior numero.
Como descreveu a revista americana “Foreign Policy” estamos no limiar da “ morte do macho “
Finalmente o estudo mostra que o sonho de todas elas é por todo e qualquer produto que consiga faze-las GANHAR TEMPO (alias descritos como extremamente raros).
Um último conselho: não esquecer jamais que elas necessitam de amor e afeto na relação.  Com a  empresa, com a marca e com o produto.

6 de janeiro de 2011

Falando (muuuito) das mulheres

Aquelas que têm "fama" de falar muito, agora estão sendo (bem) faladas.
Claro, a importância de uma mulher à frente do país, a Presidenta Dilma, traz um debate interessante e de outra qualidade sobre a liderança feminina. Mostra que sim, nós, mulheres, também podemos.

Já sabemos disso, mas vale sempre lembrar, mostrar, demonstrar e, acima de tudo, acreditar em nós mesmas.
É claro que não basta ser do gênero feminino e tudo está resolvido.
A liderança feminina é bastante complexa, cheia de armadilhas e lotada de vigilantes ! Aqueles que notam sua forma de falar, de se vestir, de se portar em público. Aqueles que se espantam com suas colocações e se surpreendem com suas qualidade de líder.

Temos, nós mulheres, que nos superar sempre, e além disso, para continuar surpreendendo positivamente.

Sim, a liderança feminina é difícil e deliciosa. Difícil porque além de nossas competências estarem sempre em questionamento, também olham nossa firmeza nas decisões, nossos resultados e nosso comportamento; e ainda, claro: nosso esmalte, nosso cabelo, nosso modelito.
Deliciosa, porque é do fundo da alma feminina que surge a delicadeza e a serenidade da liderança forte, decidida e destemida.

2 de janeiro de 2011

Discurso do Embaixador Celso Amorim em sua despedida do Itamaraty

Hoje estive na posse do Embaixador Antonio Patriota como Ministro das Relações Exteriores, que fez uma belíssima fala para os presentes. Além de tê-lo desejado pessoalmente muito sucesso em seu desafiador trabalho também pude, com muita satisfação cumprimentar o Embaixador Celso Amorim por seu emocionante discurso. Reproduzo abaixo um trecho de sua fala, e coloco o link completo para aqueles que desejarem ver seu discurso maravilhoso.


..."A segunda razão pela qual estou especialmente contente é o sentido de dever cumprido. Fizemos o que dissemos que iríamos fazer. Quem tiver a paciência ou a pachorra de ler o discurso de posse que eu fiz – ou a parte, naturalmente menor, correspondente à política externa do discurso do Presidente Lula de oito anos atrás -, verá que realizamos o que prometemos. Enfrentamos o desafio de negociações comerciais complexas que vinham sendo conduzidas de forma que faziam prever resultados muito negativos para o desenvolvimento de nosso País.
Voltamos a fazer do Mercosul e da América do sul uma prioridade efetiva. Redirecionamos o foco da nossa diplomacia, buscando explorar novos horizontes, sem abandonar parcerias tradicionais – ao contrário, reforçamos essas parcerias. Entre esses novos horizontes, quero destacar, entre outros, a África, onde não fomos buscar apenas novos parceiros comerciais – fomos buscar a nós mesmos, nossas próprias origens, freqüentemente esquecidas. Também desenvolvemos relações novas com os países do Oriente Médio, com a Índia, com a China, com quem formamos o IBAS e o BRICS.
Talvez o mais importante de tudo é que praticamos uma política externa altiva e ativa, na qual o povo brasileiro se reconhece. Tenho tido a oportunidade de constatar esse fato nas ruas e nas praças, onde ando sem segurança e sem assessores, nas manifestações positivas de parte da nossa elite intelectual e também da parte de gente simples, que antes talvez nem sequer ouvisse falar no tema das relações exteriores. Uma política que foi também desassombrada e solidária, como muito bem resumiu o nosso maior poeta a um tempo erudito e popular, Chico Buarque: “não fala fino com os poderosos e não fala grosso com os mais fracos”.
Nessa política em que o foco se dirigiu bastante para a cooperação sul-sul, alguns fatos são ilustrativos. Poderia falar das muitas viagens do Presidente Lula, mas elas certamente farão parte dos relatórios. Nessa cerimônia, em que estou envolvido mais diretamente, menciono apenas duas coisas. Fui mais vezes a Porto Príncipe do que a Londres, e estive em São Tomé e Príncipe tanto quanto em Washington." Celso Amorim
Discurso completo: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/discurso-do-embaixador-celso-amorim-na-cerimonia-de-transmissao-do-cargo-de-ministro-de-estado-das-relacoes-exteriores-2013-brasilia-2-de-janeiro-de-2011 

30 de dezembro de 2010

Arrumar a mala

A missão de arrumar uma mala parece quase sempre impossível, não somente para as mulheres, mas também para os homens! É como quando vemos um monte de problemas pela frente, pouco tempo, pouca gente e um resultado que precisa ser entregue. Tudo está uma bagunça, aparentemente. Mas ao final, se você planejar, ver o tamanho e importância de cada tarefa, colocar as prioridades na frente e acomodar as coisas menores, tudo dá certo !
Mala pronta, claro, até você chegar no destino, desfazer tudo e depois, comprar alguma lembrança e ter que arrumar mais lugar pra colocar algo.
Assim enfrentamos os desafios do dia a dia e construímos novas soluções para novos desafios.
Um ótimo 2011 para todos!

16 de dezembro de 2010

Managing Yourself: what's your personal social media strategy?, by Soumitra Dutta HBR


Managing Yourself: What ’s Your Personal Social Media Strategy?

The CEO of a global technology firm was invited to lecture at a local university on the future of the internet. After his presentation, a student in the audience asked him for his views on network neutrality: the idea that internet service providers shouldn’t base their prices on the content their customers access. The CEO answered candidly, arguing in favor of price discrimination based on content; there was an engaging exchange; and he left satisfied with his visit.
Little did he know that, in the coming days, his semiprivate comments would enter a very public realm—the blogosphere—unleashing a storm of controversy around him and his company. (For confidentiality, names have not been revealed.)
The executive had no active social media presence—no profile on Facebook or LinkedIn, no Twitter account, no blog on the company’s website. He had decided that social media weren’t “his thing.” In fact, he became aware of the buzz over his comments only after some people in the company had alerted his communications group. There were lengthy discussions about whether and how to respond. Customers and other stakeholders were participating in the debate online, arguing strongly in favor of net neutrality. Employees were watching. Should the company issue an official response to comments made in a private setting? Could the CEO wade into the public discussion when he had never been active in the blogosphere and had no other social media platform? In the end, he and his team did nothing, leaving everyone feeling frustrated and helpless.
For a comparison, consider the ease with which Tom Dickson, founder and CEO of small U.S. blender manufacturer Blendtec, uses social media. Until 2006, few people had heard of Dickson; today, there aren’t many business owners who haven’t. That’s because Dickson is the star of theWill It Blend? series of YouTube videos, in which he subjects a host of objects (marbles, computer games, an iPod, an iPhone, an iPad) to the sharp blades of his products. Thanks to the campaign’s popularity (the iPhone-blending video has been viewed more than 9 million times), Blendtec’s sales have increased sevenfold in the past three years—impressive when you consider that each video lasts only about two minutes and is produced for a few hundred dollars.
Dickson, a grandfather, had no idea what YouTube was when his marketing director pitched the video idea. Now he is an internet rock star—a popular radio and television guest (with appearances on The Tonight Show and Today), a sought-after speaker on viral marketing, and a frequent participant in music videos and other companies’ advertising campaigns. Thanks to the internet’s global reach and his affable, down-to-earth manner, Dickson has developed a strong personal brand. Employees are proud of the recognition Blendtec has received, and thousands of fans have sent suggestions for his next video. How many CEOs of the Fortune 500 can claim such connection with the people they want to influence?

A Connected World

It’s no secret that social media—global, open, transparent, non-hierarchical, interactive, and real time—are changing consumer behavior and workplace expectations. As a result, the best businesses are creating comprehensive strategies in this area to support their goals. However, my research on the organizational implications of social media and consulting work with dozens of companies in America, Europe, and Asia suggest that it is taking longer for corporate leaders to consider what the new paradigm means for them personally.
Take the world’s leading CEOs as a sample. According to data from Fisheye Analytics, the top 50 chief executives (as identified by Morten T. Hansen, Herminia Ibarra, and Urs Peyer in “The Best-Performing CEOs in the World,” HBR January–February 2010) are increasingly discussed in online venues, but few are using social media to spread their own messages: Only 19 were on Facebook, only six had a LinkedIn page, and only two—Google CEO Eric Schmidt and former Norilsk Nickel CEO Mikhail Prokhorov—were tweeting or blogging (although some used their corporate pages for blogs). Anecdotal evidence suggests that the story is the same for leaders below the CEO level and that even those who have a social media presence aren’t using it strategically. That is a mistake.
Today’s leaders must embrace social media for three reasons. First, they provide a low-cost platform on which to build your personal brand, communicating who you are both within and outside your company. Second, they allow you to engage rapidly and simultaneously with peers, employees, customers, and the broader public, especially younger generations, in the same transparent and direct way they expect from everyone in their lives. Third, they give you an opportunity to learn from instant information and unvarnished feedback. Active participation in social media can be a powerful tool—the difference between leading effectively and ineffectively, and between advancing and faltering in the pursuit of your goals. You can use this tool proactively, as Dickson did, or reactively, as the technology CEO could have done.

15 de dezembro de 2010

Homenagem ao Chias

Nosso amigo e grande profissional Joseph Chias nos deixou.
Difícil hora em que temos que nos despedir de pessoas com grande capacidade de se doar
e se encantar com a vida.
Chias ficou conhecido por seu primeiro trabalho no Brasil com o Plano Maravilha, no Rio. Foi a partir daí que suas qualidades profissionais e sua capacidade de entender nossa realidade se transformaram em diversas contribuições ao turismo brasileiro. Vieram depois os trabalhos realizados em diversos lugares do Brasil, com destaque, além do Rio, para Santa Catarina e o Plano Aquarela.
Nossa experiência com a consultoria de Chias na EMBRATUR passou por diversas e importantes fases. No início, sua liderança nos ajudou a entender como promover profissionalmente o Brasil, selecionar produtos e mercados, usar ferramentas eficazes. Com os avanços da política de promoção, sua contribuição se mesclava perfeitamente com a experiência de nossos executivos no exterior, com os desafios administrativos, os ajustes de orçamento e a confiança que o Brasil foi ganhando no mercado mundial.
Busquei em minha caixa de correio nossas trocas de mensagens, as palavras de Chias sempre mencionavam amizade, profissionalismo, respeito e muito amor pelo Brasil.
Sua idéia era vir morar aqui, viver no país onde sua contribuição ao turismo é inestimável, inesquecível. Sua alegria em trabalhar conosco no governo do Presidente Lula era ainda mais especial, ele acreditava na capacidade de novas políticas para nosso setor; compartilhava a obstinação de nossa equipe por resultados.
Chias nos orientou na criação da Marca Brasil, e por isso, lhe digo: "para nosco" você é SENSACIONAL.
Chias teve papel fundamental na elaboração e sucesso da implantação do Plano Aquarela, e assim crescemos mais do que o dobro a entrada de divisas desde 2003.
Chias nos dedicou sua amizade e momentos de descontração com sua inseparável taça de vinho tinto em todas as refeições.

A vida ainda reservava muito ao nosso amigo, e a tristeza por sua perda nos leva a valorizar a amizade e a compreender ainda mais o amor que muitos estrangeiros nutrem pelo Brasil e pelos brasileiros.
Obrigada amigo, o turismo brasileiro é outro depois que sua colaboração nos ajudou a compreender mais nosso "Negócio da Felicidade".

12 de dezembro de 2010

Guga X Agassi - Tenis Espetacular


Dia 11 de Dezembro no Rio o duelo dos tenistas
Gustavo Kuerten, Guga e Agassi.
Uma reedição descontraída e profissional de 10 anos quando os dois atletas viveram momentos especiais em suas carreiras.
Os dois se tornaram oficialmente cidadãos cariocas. O carisma dos tenistas e atenção do público foram os pontos especiais que se mesclaram à jogadas, aces e declarações de amizade.


27 de setembro de 2010

Brasil lidera uso de redes sociais para negócios - O Globo



Empresas do Brasil lideram no uso de redes sociais para negócios, diz estudo

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BBC
 



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O Brasil está entre os países que mais adotaram aplicativos de rede social da Internet - como Facebook e Twitter - como ferramentas de negócios, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.
Segundo um estudo feito pela fabricante de softwares McAfee em 17 países, empresas do Brasil, Índia e Espanha estão entre as que mais adotaram as tecnologias conhecidas genericamente como Web 2.0, que incluem redes sociais como Facebook e Twitter.
Nos 17 países, mais de 75% das empresas pesquisadas utilizam algum tipo de software como Facebook ou Twitter nos seus negócios. Em Brasil, Espanha e Índia, o índice superou 90%.
Três entre quatro empresas que utilizam ferramentas Web 2.0 afirmam que estão conseguindo ganhar dinheiro com os aplicativos. No Brasil, nove em cada dez empresas afirmam que estão lucrando com as ferramentas. O mesmo índice foi registrado na Índia, Emirados Árabes Unidos e México.
Segundo o estudo da McAfee, o Brasil e a Índia foram os únicos países do estudo onde as empresas disseram receber pressão do mercado para adotar ferramentas como Facebook e Twitter nos seus negócios. No Brasil, 58% das empresas pesquisadas afirmam que seus consumidores ou clientes exigem aplicativos Web 2.0.
De acordo com a consultora brasileira em informática Vanda Scartezini, citada no relatório da McAfee, o fato de os brasileiros "amarem novidades e se adaptarem rapidamente a novas tecnologias" explica o sucesso da Web 2.0 no país.
A analista de tecnologia Charlene Li, também citada no relatório, destaca que o uso empresarial das ferramentas Web 2.0 reflete a penetração das redes sociais nos países. Uma grande parcela de internautas no Brasil e na Coreia do Sul, por exemplo, participam de redes sociais.
Facebook no expediente
Apesar de funcionarem como plataformas importantes de negócios, o estudo sugere que os empresários não veem com bons olhos o uso de redes como Facebook pelos seus empregados durante o horário de trabalho.
O Facebook é bloqueado por quase metade das empresas pesquisadas. Na Itália e na Espanha, mais de 60% das empresas restringem o uso do Facebook. Já no Brasil, Japão e Alemanha, menos de um terço das empresas impõe restrições ao site.
A pesquisa afirma que as empresas de Índia e Brasil também estão entre as mais preocupadas com os riscos de segurança e golpes na internet através de aplicativos.
Segundo o estudo da McAfee, cada empresa brasileira perde, em média, US$ 2,5 milhões devido a problemas de segurança relativo à Internet. O valor é superado apenas pelo Japão, onde cada empresa perde em média US$ 3 milhões.
O estudo foi encomendado pela McAfee à universidade americana de Purdue. Os pesquisadores ouviram 1.055 empresários em 17 países diferentes, dos setores público e privado.

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