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23 de fevereiro de 2012

Carnaval em números


A maior festa popular do país trouxe samba, frevo e axé para todo o Brasil. Além de muita alegria, transgressão e fantasia, um dos eventos mais esperados do ano trouxe também incremento para a economia brasileira. Setores como o de transportes, alimentação e bebidas, hotéis e compras, também esquentaram neste carnaval.
No carnaval do Rio, por exemplo, foram mais de 4 milhões de foliões, a ocupação de hotéis foi maior que 90%. A Riotur estima que estes foliões trouxeram mais de R$ 1 bilhão em receitas para o país. Os números positivos não são só para a economia.

A segurança foi o destaque no carnaval da Bahia. O governador do estado, Jaques Wagner, divulgou o número de ocorrências que foram registradas durante a folia baiana. O número teve uma redução de 16,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os números foram contabilizados entre as 19h da quinta-feira e as 7 horas desta quarta-feira. Ponto para a segurança pública no Brasil, item fundamental para o sucesso do turismo em um país.     

Para quem acha que só o turismo do Rio de Janeiro e da Bahia ganham com o carnaval, temos vários destaques pelo Brasil, como o caso de Pernambuco. O frevo atraiu mais de 1 milhão de turistas e meio bilhão em divisas para o estado.  

Números como esses mostram que nós temos a alegria, a diversão, a cultura e as belezas naturais, mas também temos a competência de realizar grandes eventos. Nossas cidades têm experiência na organização de grandes eventos de rua. Exemplo disso é o Reveillon e também o carnaval, que reúnem milhões de pessoas e ocorrem todos os anos sem registrar qualquer incidente grave.

15 de dezembro de 2011

Por dentro de Londres 2012 - Ingressos


Os Jogos Olímpicos Londres 2012 terão 6,6 milhões de ingressos à venda. Desde março as entradas para assistir às competições estão à venda com preços de variam de 20 até 2.012 libras ( algo entre 54 e 5.400 reais ).
Até agora os ingressos já renderam cerca de 527  milhões de            libras ( 1,5 milhões de reais ) e outras 130 milhões de libras devem ainda ser arrecadas com a venda dos ingressos disponíveis.



O Diretor Executivo de Londres 2012, Paul Deighton disse que cerca de 25% do orçamento dos jogos deverá ser pago com as vendas de ingressos.

No Brasil, os Jogos Rio 2016 terão 6 milhões de ingressos à venda, ao preço médio de 36 dólares, e existirão valores que variam de 10, 20 ou 30 dólares, dependendo das competições ou do local para assistir às competições.

FALTAM 1.695 dias para os Jogos Rio 2016

14 de dezembro de 2011

Feiras de Turismo: ir ou não ir ?


Uma decisão importante para empresas e órgãos de turismo: ir às feiras de turismo.
A resposta pode estar em outras perguntas. Quais os objetivos em participar de uma feira? Que tipo de público estará presente? Qual o custo benefício ? O que o evento oferece como diferencial ?
Essa reflexão é importante no cenário de grandes mudanças dos fluxos turísticos mundiais e, sobretudo quando as ferramentas de promoção e comunicação encontram outros meios de relacionamento com agentes de viagens, clientes e imprensa. Também para quem organiza tais eventos, temas como renovação, inovação, tecnologia são importantes para reter expositores e atrair clientes. Talvez a certeza é que nossa indústria não quer mais do mesmo.
A Atout France, agência  turística oficial da França anunciou que em 2012 não irá mais participar da FITUR em Madri nem da BIT em Milão. Suas razões são explicadas pelo diretor Christian Mantei, argumentando que os custos de participação aumentam, o público presente diminuiu e que o perfil do evento já não atende mais às necessidades dos empresários do setor. De acordo com ele, outras formas de comercialização trazem retorno mais eficaz. A agência continua  a participar de outras feiras como a WTM de Londres e a ITB de Berlim.
Todos de olho no retorno de seus investimentos e no diferencial que as feiras de turismo estão oferecendo a seus expositores e compradores. 
De qualquer forma, para um país, estar ausente de alguns eventos pode ser ruim para sua rede de relacionamentos, para empresas ou órgãos de turismo estaduais e municipais vale uma análise mais detalhada.
Minha experiência durante 8 anos de organização e participação nas feiras em diversos países, também leva refletir sobre os pontos mencionados acima, tais como:
- ter muito claro os objetivos e forma de participação;
- analisar  o custo-benefício dessa e outras ferramentas de comunicação e relacionamento;
- organizar uma agenda prévia para otimizar contatos e focar nos objetivos traçados;
- agrupar e executar diversas ferramentas como reuniões, agenda de imprensa, participação em seminários, dentre outras;
- e muito importante: manter a rede de relacionamentos durante todo o ano e, não somente no momento da feira.

11 de dezembro de 2011

Barcelona, Vancouver e África do Sul

A experiência de outros países na realização dos mega-eventos esportivos é uma oportunidade para acompanhar as grandes mudanças ocorridas no turismo. Copa do Mundo e Jogos Olímpicos são eventos bastante diferentes, que trazem oportunidades diferentes e ao mesmo tempo grandes benefícios para o setor de viagens.
Impossível trazer todas as informações, para isso é necessário ler e estudar os diversos estudos existentes sobre essas experiências. Uma visão panorâmica sobre Barcelona, Vancouver e África do Sul trazem alguns temas para reflexão do Brasil.
Vale ressaltar que estaremos realizando os dois eventos num curto espaço de tempo, portanto, nossos desafios e nossas oportunidades são igualmente potencializadas.
Qual é o legado para o turismo afinal ?

Barcelona: o grande legado é a re-urbanização da cidade e a completa mudança de percepção como destino turístico. Depois muitos anos, é visível a conquista do turismo espanhol adquirido com as transformações iniciadas com os Jogos Olímpicos.

Vancouver: o legado para o turismo é visível com a grande projeção de mídia que ocorreu a mais de uma ano. O aumento do número de visitantes, um maior conhecimento dos produtos e destinos turísticos e o orgulho de ser canadense, grande acontecimento para a população. Vale lembrar que o novo centro de convenções construído para a abrigar a imprensa nos Jogos de Inverno de 2010 é hoje um equipamento que mantém fluxos de visitantes e que passa por um trabalho permanente de promoção e captação de eventos.

África do Sul: a realidade mais perto da nossa. O legado, ainda em construção, está em novos equipamentos turísticos, infra-estrutura, e imagem do País. Vencer o desafio de realizar o evento, mostrar para o mundo a diversidade cultural e o turismo. Apenas se começa a colher os resultados pós-evento.

19 de novembro de 2011

Eventos esportivos e eventos

Essa semana, dia 22/11, teremos um evento na FECOMÉRCIO/SP para conhecer melhor as oportunidades que os grandes eventos esportivos trazem para o setor de viagens e turismo, em especial para o segmento de eventos.
Vamos ter um foco maior na Copa do Mundo FIFA 2014, conhecer sua organização, funcionamento, e debater as possibilidades de negócios além da realização direta do evento. Vamos ver como cada etapa do mundial acontece, os diferentes clientes que passarão pelo país, compreender o comportamento de torcedores, equipes e da imprensa. Além disso, o que pode acontecer em termos de eventos paralelos, entretenimento, roteiros integrados e viagens entre intervalos de jogos e mesmo depois de cada etapa do campeonato.
Antes e depois dos grandes eventos, outros tantos eventos irão acontecer no Brasil. A grande exposição de imagem e a aproximação das datas de realização da Copa e dos Jogos Olímpicos trarão não somente outros eventos esportivos, mas eventos de diversas modalidades.
Conhecer experiências de outros países, entender melhor como será a experiência brasileira e olhar além dos eventos é também um desafio que acompanha realizar esses mega acontecimentos com profissionalismo e uma ampla visão das possibilidades de negócios.
Se quiser saber mais e inscrever-se: http://www.fecomercio.com.br/?option=com_eventos&view=interna&Itemid=11&id=4562 

3 de outubro de 2011

O turismo e os esportes

O turismo mundial deve crescer em média 4 a 5% em 2011. O desempenho da primeira metade do ano trouxe grande destaque para a América do Sul, que cresceu 15%.
Segundo a OMT - Organização Mundial do Turismo, esse crescimento é um indicador do crescimento futuro do continente, liderado pelo Brasil, devido à realização dos eventos esportivos. Durante o mês de novembro, em Londres, será realizada a WTM - World Travel Market, um evento dedicado aos negócios de turismo onde uma extensa agenda de debates inclui o tema do turismo esportivo.
Lições das experiências da África do Sul, Barcelona e Sidney estarão sendo compartilhadas com as expectativas de Londres para 2012. E nós estaremos lá vendo, ouvindo e aprendendo.
Veja abaixo o quadro que indica as tendências de crescimento do turismo mundial até 2020:

UNWTO Int Tourist Arrival Forecast
Fonte: OMT - Organização Mundial de Turismo

28 de setembro de 2011

Eventos e Educação

Falamos muito dos impactos econômicos da realização de congressos e eventos. Gasto médio superior ao visitante a lazer, melhoria da imagem do destino, primeira viagem ao destino, geração de oportunidades de trabalho e tantos outros benefícios.
Vale explorar com mais ênfase um outro aspecto, que normalmente falamos de forma tangencial: sua contribuição para a educação, pesquisa e formação profissional. 
Quando recebemos pesquisadores, médicos, especialistas em diversas áreas do conhecimento, estamos tendo a oportunidade de trazer o que há de melhor e mais avançado para profissionais e pesquisadores brasileiros. O Brasil está entre os 15 países do mundo que mais cresce na produção acadêmica, e a realização de eventos pode estar ligada de forma importante para colaborar com o acesso e proximidade das diversas áreas de conhecimento à pesquisa e estudos avançados do planeta.
Como a realização dos eventos está cada vez maior e mais espalhada pelo território nacional, também estamos levando a oportunidade de conhecimento para outras universidades, áreas profissionais e especialidades médicas, por exemplo. 
Pois é, mais um ponto da abordar sobre as oportunidades dos eventos e a necessidade do Brasil em qualificar profissionais e desenvolver talentos

2 de setembro de 2011

VISA mostra o impacto dos megaeventos esportivos no turismo

Conheça o estudo da VISA sobre o impacto dos megaeventos esportivos no turismo.



1 de setembro de 2011

Estudos da VISA mostram impacto no turismo e eventos esportivos

Os estudos do VISA que serão lançados em  02/ 09/11 em parceria com o Conselho de Turismo e Negócios da Fecomércio SP são:

  • "Perspectivas do Turismo, Brasil 2010", que traz informações e análises sobre os gastos com cartões VISA no Brasil e no exterior;
  • "Impulsionando Receitas para o Turismo: Megaeventos Esportivos", 2011, que mostra os gastos e impactos dos gastos de estrangeiros durante os eventos esportivos Copa do Mundo FIFA 2010 na África do Sul, Olimpíadas de Inverno de Vancouver 2010 e Jogos Olímpicos de Beijing 2008.

Tanto as informações como suas possibilidades de uso são ferramentas importantes para compreender o comportamento dos visitantes ao Brasil e nos eventos que vamos receber em 2014 e 2016.
A VISA, patrocinadora dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e do Mundial FIFA de 2014 traz grande colaboração do turismo brasileiro, motivando profissionais a conhecer melhor seus negócios e a investir em inovação e novas oportunidades de negócios na década.

31 de agosto de 2011

Eventos: aqui e na China desafios e oportunidades "quase" iguais




O mercado de eventos na China é de US$ 150 bilhões, com um crescimento anual de 20% (Fonte: HelmsBriscoe April 2011). 
O potencial de crescimento, tanto para eventos regionais e nacionais, assim como internacionais é revelado pelo estudo "China and Asia Meetings Industry Research" divulgado na CIBTM que acontece em Pequim.
Assim como acontece no Brasil, os norte-americanos são os que mais participam de eventos na região.
As tendências globais que devem causar impacto no setor também aqui no Brasil e América Latina são:

- Orçamentos ainda mais apertados para eventos com uma exigência maior dos resultados do evento para entidades e participantes
- Criatividade dos fornecedores e organizadores para entregar eventos mais inovadores, fortes condições nas negociações e, ainda, planejamento do negócio com preços justos que não comprometam qualidade
- Um mercado global muito mais competitivo com equipamentos de eventos de alta qualidade, serviço impecável, tecnologias de ponta e inovação - Os países que estão em alta no mercado ( como o Brasil ), mas ainda estão desenvolvendo profissionalismo e qualidades específicas serão pressionados na hora da decisão sobre eventos
- E, por fim, as flutuações de preço causadas pela economia mundial podem impactar preços de passagens aéreas, alimentação e combustível.

Temas que não são novidades para o Brasil também fazem parte das preocupações do mundo asiático: capacidade de hotéis, treinamento e qualificação de funcionários, entendimento de como funciona o mercado internacional e as necessidades específicas dos viajantes a negócios. Muita qualidade e padronização de todos os tipos de  serviços públicos e privados: infra-estrutura, capacidade, preços, acomodações, equipamentos, empresas aéreas e conexão entre países.



17 de agosto de 2011

FECOMERCIO e VISA lançam estudos sobre turismo e o Impacto dos Megaeventos Esportivos

29 de julho de 2011

Orlando, só parques?

Essa semana estive participando do WEC - World Education Congress do MPI (Meeting Professional Internationals), um evento para profissionais da indústria de eventos com quase 3 mil pessoas.
Mas meu comentário está voltado para a imagem de uma cidade, Orlando, conhecida pelos brasileiros como lugar de férias com crianças, parques temáticos e aventura.
Trata-se de uma cidade que tem, com a mesma intensidade, uma estrutura para realizar eventos. Hotéis próximos ao Centro de Convenções, como o Piebody ou o Hilton, também têm enormes e profissionais estruturas para eventos, ligadas diretamente ao Centro de Convenções da cidade.
Se você vai à trabalho, tem os serviços para sua motivação de viagem, as necessidades de internet, business center, restaurantes diferenciados, atendimento e outros serviços, são para profissionais, executivos, e não para os que estão à passeio.
Trago a reflexão para nossa realidade, sem aquela bobagem de achar que os americanos são melhores, esquece. Minha reflexão é sobre como nossas cidades, serviços, hotéis, centros de convenções, organizadores de eventos estão se preocupando e organizando as viagens de participantes de eventos ou viajantes a negócios de forma diferenciada e atendendo às suas necessidades.

25 de julho de 2011

E a indústria de eventos em 2020?

Daqui do WEC 2011 ( World Education Congress ) para líderes mundiais do setor de eventos, o MPI - Meeting Professionationals Internacional apresentou um estudo chamado FUTURE WATCH 2011, que traz as principais tendências do setor de eventos profissionais para a década.
EVENTOS MAIS INTELIGENTES: os eventos devem ser menores e mais inteligentes em diversos aspectos como conteúdo e programação; direcionados cada vez mais a grupos específicos e de alta especialização; e, com níveis de qualificação mais elevado, aumentando o retorno da expectativa dos participantes.
TECNOLOGIA: as pessoas vão continuar se encontrando nos eventos para fazer negócios, relacionamentos e trocar idéias, e a utilização de inovação tecnológica com integração, informação em tempo real, utilização de smart fones e uma forte relação integrada com as redes sociais serão cada vez mais importantes.
RELACIONAMENTOS FORTES: tanto para manter e fortalecer relacionamentos e negócios como para começar e aumentar redes de relacionamento, os eventos tornam-se momentos importantes para profissionais de todas as áreas.


Quer conhecer o relatório completo? 


www.mpiweb.org/portal/research 

22 de julho de 2011

Palestra Eventos Internacionais em Recife: slides com audio

Amigos, segue o link para a palestra que fiz em Recife no dia 11 de Julho 2011 sobre eventos internacionais no Brasil.
Você pode acompanhar a palestra toda, os slides e o audio.

LINK:

11 de julho de 2011

Eventos Internacionais no Brasil

Em 2010, pelo critério da ICCA - International Congress & Convention Association, o mundo realizou 9.120 eventos associativos. Imaginem que em 2000 eram apenas 5.186 eventos.
O Brasil realizou 275 eventos por esse critério, sendo o 90. país no ranking mundial. Mas atenção, a maioria dos eventos é realizado na Europa ( 54% ), e muitos deles não saem de lá. Nesse sentido, a colocação do Brasil é muito boa, já que a América Latina só recebe 10% dos eventos mundiais.
Também interessante, em 2003, somente 22 cidades brasileiras recebiam eventos internacionais e ano passado 48 cidades entraram para a
Vamos fazer uma reflexão sobre as novas oportunidades de eventos para o Brasil na próxima década com a grande exposição de mídia mundial, com os novos negócios ligados ao esporte, ao marketing, à economia, educação, tecnologia, etc...

8 de julho de 2011

Jogos Olímpicos e receitas - Brasil Econômico 08/07/11

BRASIL ECONÔMICO – EMPRESAS
                     
OLIMPÍADA GERA US$ 4 BI EM DIREITOS DE TV

Valor corresponde aos eventos do COI realizados em 2014 e 2016 e é a maior verba já negociada pela entidade para a transmissão dos Jogos Olímpicos
Os direitos de transmissão para a Olimpíada de Inverno em 2014, em Sóchi, na Rússia, e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, vão movimentar mais de US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 6,23 bilhões). O valor da receita foi divulgado ontem por Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), e superará o faturamento dos eventos realizados em Vancouver, no ano passado, e em Londres no próximo ano, cujo valor dos direitos será de US$ 3,9 bilhões (cerca de R$ 6 bilhões).

“Os contratos já renderam US$ 3,2 bilhões com a venda para vários países, mas esse valor deve ser substancialmente maior que US$ 4 bilhões”, diz Rogge, sobre as negociações envolvendo os Jogos para o período 2014-2016.

Só neste mês, o COI fechou quatro acordos com emissoras de TV para os eventos entre 2014 e 2020, incluindo um avaliado em US$ 4,38 bilhões com a americana NBC Universal. Por conta dessa negociação nos Estados Unidos, o período de Jogos entre 2018 e 2020 já movimentou US$ 2,6 bilhões em direitos de transmissão. Além desse, contratos foram assinados em separado e com durações variadas com emissoras da França, Coreia do Sul e Alemanha.

“As finanças do COI estão sólidas”, afirma o presidente da entidade, ao comentar o lucro consolidado de US$ 592 milhões em maio deste ano, em comparação com os US$ 466 milhões obtidos no fim de 2009.

Marketing em alta
Além dos contratos televisivos, o COI tem aumentado também sua receita com marketing. Segundo a entidade, foram fechados contratos no valor total de US$ 957 milhões para os Jogos Olímpicos de 2010 e 2012, com

11 patrocinadores, sendo que nos eventos ocorridos no período de 2006 e 2008, a receita foi de US$ 866 milhões.

Já os acordos de marketing para os Jogos de 2014 e 2016 já movimentaram até o momento US$ 921 milhões com a negociação de contratos envolvendo nove patrocinadores. A entidade afirma que mais um ou dois acordos devem ser fechados para os eventos nesse período.

Transmissão conjunta
Depois de muitos anos nas mãos da Rede Globo, os Jogos Olímpicos serão transmitidos pela primeira vez pela Rede Record, que ocorrerá no próximo ano durante a Olimpíada em Londres. O valor do contrato não foi divulgado, mas o mercado estima que o acordo gire em torno de R$ 63 milhões. A negociação também envolveu as transmissões dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, disputado no ano passado no Canadá, que rendeu boa audiência para a emissora paulista.

Já a Olimpíada que será disputada no Rio de Janeiro, em 2016, deve ter sua transmissão para o país feita em conjunto entre três emissoras: além da própria Record, a Globo e a Band devem faturar alto com o evento esportivo.

Contatada para comentar os valores dos contratos para a transmissão dos Jogos e o retorno pretendido com a venda de cotas de patrocínio, a Record não se manifestou até o fechamento desta edição. Reuters, com Redação

SOLIDEZ
O COI já assinou acordos com emissoras dos Estados Unidos, França, Coreia do Sul e Alemanha.

Além dos bons negócios, o COI diz ter “finanças sólidas”. A entidade anunciou lucro consolidado de US$ 592 milhões em maio deste ano.

No fim de 2009, o comitê havia anunciado US$ 466 milhões em seus resultados.

31 de maio de 2011

Jogos de Inverno 2010, Vancouver 1 ano depois: turismo

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 foram realizados em Vancouver, com resultados positivos em número de visitantes e gastos durante o evento.
Hoje, a CTC - Canadian Tourism Commission divulgou os dados de março de 2011, que comparados com 2010, período dos Jogos, tiveram uma diminuição de chegadas de 6%. Os únicos mercados que levaram mais visitantes foram Brasil (+44%), China (+9%) e França (+1%). Os americanos, principal mercado, tiveram -4% de chegadas, menos que fevereiro, quando o índice foi de -9%.
Estou mostrando esses dados para nosso reflexão nos anos seguintes à realização do Mundial de 2014 e dos Jogos Rio 2016. Pode ser que em 2015 a diminuição de visitantes não seja tão acentuada, mas após 2016 provavelmente o cenário poderá ser de diminuição.
Previsível quando comparamos anos de grande visitação por causa dos eventos esportivos e anos "normais". O mais importante, é pensar no longo prazo, olhar para uma linha crescente nos próximos 10 anos, e continuar promovendo e planejando a promoção internacional para depois de 2016.

3 de maio de 2011

Líder em eventos

Em palestra em João Pessoa, para o curso de Empreendedores em Eventos do SEBRAE, uma ótima oportunidade para falar do perfil dos profissionais, do que o mercado espera desses profissionais e das tendências do setor de eventos no mundo.
Líder em eventos porque um profissional não é somente um gestor, um organizador, ele deve ser um líder com todas as características que construam um evento de sucesso, onde pessoas se sentem muito especiais e onde a celebração é o ponto máximo em qualquer acontecimento.
Eventos são momentos em que o normal, o cotidiano, se torna Extraordinário. Podemos estar falando de um casamento, uma feira de negócios, uma conferência ou um encontro de negócios. Pode ser uma Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos também!
As habilidades são infinitas, sempre em construção. Comunicação escrita e oral, trabalho em equipe, capacidade de julgar qualidade, gerenciamento de stress e crises, saber improvisar, fazer negociações, solucionar conflitos, vendas, relacionamento interpessoal, e tantas outras questões poderiam compor uma ampla gama de perfil de um líder em eventos.
Da mesma forma, os clientes, entidades de classe, empresas e organizações esperam dos gestores de eventos a capacidade de articulação, profissionalismo, atitudes pró-ativas, ética, integridade, soluções, criatividade e paixão, além de outras muitas qualidades.
As tendências do mercado mundial de eventos mudam rapidamente e acompanham as alterações econômicas, demográficas e tecnológicas. Os líderes de eventos devem estar cada vez mais preparados para gerenciar riscos, trabalhar em cenários de instabilidade, mais foco em agregar entretenimento e educação, elaboração de custos, adaptabilidade cultural, à convivência entre diferentes gerações e ainda tantas outras mudanças.
A única certeza é de que planejamento é fundamental, pós-evento é muito importante e que mudanças são uma variável permanente no setor.

21 de fevereiro de 2011

Câmbio para turista é desafio para BC, Fernando Travaglini (Valor Econômico 21/2/2011)

Engana-se quem imagina que o único desafio do governo na realização Copa do Mundo e da Olimpíada é garantir o bom funcionamento de aeroportos, estádios e transporte público. A perspectiva de uma enorme demanda por troca de moeda estrangeira concentrada em um único mês também é motivo de preocupação e tem sido alvo da atenção do Banco Central.
A expectativa é que cerca de 500 mil turistas visitarão o Brasil, além de 15 mil jornalistas, voluntários e funcionários da Fifa. Diante desse quadro, a avaliação de fontes do governo é de que os postos de atendimento para câmbio ainda são insuficientes, tanto nas cidades sedes dos dois eventos esportivos, como nos municípios vizinhos, que também receberão visitantes.
Há menos de mil correspondentes cambiais espalhados pelo país e um número pequeno das 170 instituições fazem operações de varejo em suas agências para não-clientes, devido ao alto custo e baixo retorno. Boa parte da demanda é atendida pelos hotéis e, obviamente, pelo mercado paralelo.
Para identificar os problemas e buscar soluções para ampliar a capilaridade, o BC vai promover em maio um seminário internacional sobre o tema. A ideia é chamar representantes do mercado e do governo, incluindo especialistas de países que já sediaram grandes eventos esportivos, para comparar os modelos e saber onde o país pode melhorar em termos de regulação.
Segundo avaliação oficial, uma das explicações para a pequena oferta de casas de câmbio é o baixo fluxo de turista para o país. As trocas no ano passado feitas por estrangeiros somaram pouco mais de US$ 1,6 bilhão. Há também uma questão cultural. Com seguidas crises de Balanço de Pagamento, o mercado de câmbio no Brasil foi ficando cada vez mais fechado, com normas e regulações feitas para impedir a saída de moeda estrangeira.
Outro problema é a burocracia, que acaba fomentando o mercado paralelo. Mesmo com as aberturas recentes feitas na legislação, a troca de moedas ainda é muito burocrática. Como lembra Andreas Wiemer, vice-presidente do grupo Confidence, se um estrangeiro quiser trocar US$ 1, ele terá que apresentar passaporte no momento da transação e a corretora precisará informar todos os dados da operação ao BC. Ele lembra que em outros países, como a Inglaterra, as casas de câmbio não precisam informar os dados em troca de até 3 mil libras.
Segundo ele, a Confidence fechou cinco postos de atendimento nos últimos dois anos em locais como Praia do Forte (BA), Sauípe (BA) e Praia do Pipa (RN), justamente pela concorrência com o mercado paralelo. "Esses eram postos na praia, onde até o sorverteiro troca dólar", diz Wiemer.
Há ainda um limite no Brasil para as trocas de estrangeiros acima de R$ 10 mil. A partir desse valor, se um turista quiser comprar reais, os recursos terão que ser depositados em conta corrente no país.
O próprio BC entende que o excesso de burocracia pode incentivar o mercado paralelo. O dilema, entretanto é fomentar a expansão do segmento (inclusive para a realização de transferências de pequeno valor para o exterior), sem comprometer a segurança do sistema e impedir a lavagem de dinheiro.

18 de fevereiro de 2011

O impacto do setor de eventos nos EUA: US$106 bilhões


O Convention Industry Council lançou ontem um estudo sobre o impacto do setor de eventos na economia americana. Os resultados mostram que a indústria de eventos americana gera diretamente 1,7 milhões de empregos, contribui com US$ 106 bilhões para o PIB, gera US$ 263 bilhões em gastos e US$ 14,3 bilhões em impostos federais. Veja abaixo mais informações sobre o tema publicado na conworld.net.





Dentre as indústrias americanas, a de eventos gera mais empregos que o setor de comunicações, transportes e, pasmem, de computadores e produtos eletrônicos manufaturados. Além dos empregos do setor de eventos, outros 4,5 milhões de trabalhadores da cadeia de fornecedores e vendas, por exemplo, são afetados positivamente pelos eventos.
Os gastos estão relacionados ao planejamento e produção de eventos, locação de espaços e serviços turísticos, como por exemplo hospedagem, alimentação e transportes.
Esses são apenas alguns dados que mostram a importância do setor de eventos para a economia dos EUA, além da geração de impostos locais e federais.
Cerca de 1,8 milhões de eventos envolveram cerca de 205 milhões de pessoas, entre delegados, organizadores, compradores, dentre outros. Os eventos são oportunidades de treinamento, aprimoramento profissional, estabelecimento de relacionamentos e inovação tecnológica.
O estudo é visto pela indústria americana de eventos como uma demonstração de seu dinamismo e ao mesmo tempo da convergência de esforços da indústria para torná-la cada vez mais inovadora e rentável.

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