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15 de dezembro de 2011

Por dentro de Londres 2012 - Ingressos


Os Jogos Olímpicos Londres 2012 terão 6,6 milhões de ingressos à venda. Desde março as entradas para assistir às competições estão à venda com preços de variam de 20 até 2.012 libras ( algo entre 54 e 5.400 reais ).
Até agora os ingressos já renderam cerca de 527  milhões de            libras ( 1,5 milhões de reais ) e outras 130 milhões de libras devem ainda ser arrecadas com a venda dos ingressos disponíveis.



O Diretor Executivo de Londres 2012, Paul Deighton disse que cerca de 25% do orçamento dos jogos deverá ser pago com as vendas de ingressos.

No Brasil, os Jogos Rio 2016 terão 6 milhões de ingressos à venda, ao preço médio de 36 dólares, e existirão valores que variam de 10, 20 ou 30 dólares, dependendo das competições ou do local para assistir às competições.

FALTAM 1.695 dias para os Jogos Rio 2016

18 de julho de 2011

Palestra Jeanine Pires Salão Turismo 2011

Acompanhe a apresentação que fiz no Salão do Turismo sobre o impacto dos mega eventos esportivos de 2014 e 2016 no turismo.
Clique aqui:

4 de abril de 2011

Turismo e talentos para a década

O turismo é uma das três atividades com maior potencial de crescimento até 2015 segundo uma pesquisa da Deloitte. O Panorama Empresarial aponta que o Brasil terá maior potencial de crescimento nas seguintes atividades:
- Construção: 55%
- Petróleo e Gás: 54%
- Turismo, hotelaria e lazer: 28%

A pesquisa realizada entre empresários aponta as principais expectativas em 2011 e até 2015:
- Desenvolver e reter talentos, ou seja, capital humano como prioridade
- Relacionamento com clientes, consumidores, fornecedores serão interações necessárias para a eficácia dos negócios
- Inovação e pesquisa para desenvolvimento de novos produtos
- Investimentos em marketing e recursos humanos
- Crescimento sustentável

Vale o comentário de que as pessoas, seus talentos e a capacidade de inovação e utilização de novas tecnologias serão fundamentais para o Brasil na década que vivemos. Desenvolvidos e aproveitados esses novos valores, teremos crescido como sociedade para maximizar os efeitos positivos que estamos vivendo.

30 de março de 2011

Calma FIFA, O Globo (30/3/11)

O GLOBO - RJ - ESPORTES
Calma, Fifa!
A mudança repentina de discurso do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que no início do mês elogiou os preparativos do Brasil para a Copa de 2014 e, na segunda-feira, fez críticas severas ao planejamento brasileiro, não ficou sem resposta. Ontem, por meio de nota oficial publicada no site da CBF, o presidente do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira, rebateu ponto por ponto as críticas de Blatter, as quais considerou incoerentes. Surpreso com a posição do dirigente, Teixeira negou que existam problemas de governança que atravanquem as obras, confirmou que o Maracanã será entregue no prazo estipulado pela Fifa para ser usado na Copa das Confederações e esclareceu que, apesar de demandar atenção, o estádio de São Paulo não pode ser considerado carta fora do baralho para o evento-teste, em junho de 2013. Teixeira reforçou o convite para que o suíço venha ao país ver de perto o estágio das obras de construção e reforma de estádios.

Entre todas as críticas, uma das que causou mais mal-estar foi a de que o COL deveria pressionar as autoridades estaduais e municipais para que estas discutissem menos sobre os estádios e viabilizassem mais rapidamente os projetos. Primeiramente, porque, segundo Teixeira, todas as esferas de poder — lideradas pelo governo federal, na figura da presidente Dilma Roussef, que tem participado amplamente do projeto Copa 2014 — estão trabalhando em conjunto, inexistindo a desarmonia de atuação sugerida por Blatter. Depois, porque o COL tem claro que interferir no trabalho de políticos não está entre suas atribuições. “Não é papel da CBF pressionar governantes, ainda mais quando não há nenhum motivo para tal. Temos contado com a participação, colaboração e interesse total de nossos parceiros no governo e trabalhamos de forma colaborativa e integrada com todas as esferas de governo, tendo a frente a presidenta Dilma Rousseff”, diz a nota. O diretor de comunicação do COL, Rodrigo Paiva, lembrou que o papel do comitê é cobrar cronogramas, garantias financeiras de construção e se certificar se os projetos de estádios estão de acordo com o padrão Fifa de qualidade.
São Paulo ainda inspira atenção 
Hoje, a posição do comitê é de que, em relação à 
Copa do Mundo, programada para ser realizada entre 13 de junho e 13 de julho, todos os 12 estádios que receberão jogos podem ser considerados dentro do cronograma, ainda que o início das obras do Itaquerão, em São Paulo, e a Arena das Dunas, em Natal, estejam previstas para o mês de maio. O estádio de Natal, que até há bem pouco tempo era o que mais preocupava o COL, deixou de ser motivo de dor de cabeça, uma vez que o projeto já foi viabilizado economicamente. São Paulo, sim, inspira atenção. Rodrigo Paiva revelou que as reuniões com os responsáveis pela construção têm sido constantes, e que ainda estão sendo feitos ajustes no projeto para que o BNDES possa liberar a carta de crédito. Mesmo assim, não se pode descartar São Paulo como uma das sedes da Copa das Confederações.

— O prazo é enxuto, não temos muita gordura para queimar, mas, se tudo correr como vem sendo prometido, vai estar pronto — explicou o dirigente. — Já o Maracanã nunca foi problema, assim como o Beira-Rio, onde, apesar de o Inter ter demorado a arrumar um parceiro, as obras nunca pararam. 


As críticas de Blatter ao Brasil também foram recebidas como um ataque político a Ricardo Teixeira, que, na escolha da sede da Copa de 2022, apoiou a vitoriosa candidatura do Qatar, liderada pelo presidente da Confederação Asiática de Futebol, Mohamed bin Hamman, candidato de oposição à presidência da Fifa nas eleições de 1º de junho. Blatter, na ocasião, apoiava a candidatura dos Estados Unidos. O suíço, que deverá se reeleger para seu quarto mandato na Fifa, estaria fazendo uma retaliação ao dirigente brasileiro, líder dos blocos sul-americano e da Concacaf, que votarão juntos, mas ainda não definiram candidato, o que deve acontecer nos próximos dias.
Como estão os 12 estádios 
MARACANÃ: Em recente vistoria na preseça do ministro-chefe da CGU, Jorge Hage Sobrinho, e do relator do TCU para a 
Copa de 2014, ministro Valmir Campelo, o governador do Rio, Sérgio Cabral, confirmou que o estádio será entregue em dezembro de 2012 e, com uma nova cobertura, estará à disposição para a Copa das Confederações, com capacidade para 76 mil pessoas, a um custo máximo de R$1,05 bi.

ITAQUERÃO (SP): Ainda estão sendo feitos ajustes no projeto para que seja possível captar carta de crédito de R$400 milhões no BNDES. O início das obras está previsto para maio, com um custo estimado de R$600 milhões. A capacidade será de 65 mil torcedores. Deve receber o jogo de abertura.

BEIRA-RIO (RS): O Internacional anunciou na semana passada que a construtora Andrade Gutierrez viabilizará financeiramente as obras do estádio, em troca da concessão de sua exploração pelos próximos 20 anos. O Beira-Rio terá capacidade ampliada para 60 mil lugares. O custo estimado é de R$270 milhões.

MINEIRÃO (MG): É considerada a obra mais avançada da Copa. Está entrando em sua terceira fase. O custo total do projeto, entre a reforma do estádio e da esplanada, é de R$743 milhões.

ARENA DA BAIXADA (PR): É um dos estádios privados do Mundial. O Atlético-PR prevê o início das obras para junho deste ano, a um custo de R$130 milhões. Serão construídos um quarto lance de arquibancada e a cobertura. O município liberou crédito de R$90 milhões para o clube paranaense. A capacidade será de 42 mil lugares.

MANÉ GARRINCHA (BSB): A demolição e o desmonte de partes da arquibancada já foram iniciados. O novo Mané Garrincha terá capacidade para 71 mil torcedores e custará R$671 milhões. O projeto inclui estacionamentos, área de apoio, vestiários e lojas.

ARENA DO PANTANAL (MS): As obras de fundações deveriam terminar em dezembro, mas foram adiadas devido às chuvas. Com arquibancadas e cobertura desmontáveis, a capacidade de 43.600 lugares poderá ser reduzida em até 30% após o Mundial. O custo previsto é de R$342 milhões.

ARENA AMAZÔNIA (AM): As obras continuam, e no momento, estão sendo instaladas as bases para a arquibancada inferior. A nova arena substituirá o Vivaldo Lima, em demolição. A capacidade será de 42.200 torcedores, a um custo de R$450 milhões.

CASTELÃO (CE): As obras no entorno começaram, mas as internas estão previstas para 31 de março. Com a reforma, o Castelão passará a ter 67.037 lugares, além de estacionamento, centro olímpico e um ginásio. O custo foi orçado em R$518,6 milhões. O Ceará pretende receber uma das semifinais da Copa.

ARENA DAS DUNAS (RN): Assim como São Paulo, é o único local onde as obras para o Mundial de 2014 ainda não começaram. O início está previsto para o mês de maio e ficará a cargo da OAS, única participante da licitação. O custo total da obra, hoje, está calculado em R$593 milhões. As arquibancadas flexíveis permitirão remover parte dos 47 mil assentos do estádio depois da Copa.

ARENA NOVA FONTE (BA): Substituirá a antiga Fonte Nova. Terá capacidade para 50.433 lugares e três aneis de arquibancada, mas como os baianos ainda mantém a esperança de substituir São Paulo na abertura da Copa, poderá ser ampliada para 65 mil. A previsão de custos é de R$590 milhões.

ARENA PERNAMBUCO (PE): A obra está na fase de terraplanagem e fundações. Localizada em São Lourenço da Mata, a 19 km de Recife, terá capacidade para 46 mil lugares e seis mil vagas para carros. Custará R$532 milhões.

2 de março de 2011

As 6 recomendações a sedes de eventos olímpicos

No relatório final do COI - Comitê Olímpico Internacional dos Jogos Pequim 2008, importantes 6 considerações foram feitas às futuras sedes de eventos como fruto das recentes experiências da entidade.

1. Relevância do contexto em que os jogos ocorrem: as rápidas e dinâmicas mudanças que o mundo vive trazem uma necessidade de observar com atenção as experiências anteriores de Jogos e ao mesmo tempo adaptá-los cuidadosamente à realidade mundial e do local aonde a celebração vai acontecer;

2. Experiências inspiradoras, únicas e personalizadas: ao mesmo tempo em que os valores do esporte e do olimpismo devem ser preservadas, a realização dos Jogos deve ser única e inspiradora no sentido de proporcionar aos atletas, espectadores e ao mundo uma experiência que transpire a alma e os valores intrínsecos do local;

3. Integração entre os organizadores: a integração é o fator chave para o sucesso dos Jogos devido à sua complexidade, tamanho e necessidades. Colaboração e comunicação entre organizadores, instituições, patrocinadores, voluntários e a comunidade são a essência do bom e efetivo planejamento em todas as fases do evento;

4. Jogos Consistentes: Qualidade, profissionalismo, rigor com as regras e qualidade em serviços e instalações esportivas são alguns exemplos de como o impacto positivo e o legado dos Jogos podem ser maximizados. Tudo deve ser perfeito e impecável!;

5. Parcerias: Não somente na fornalidade ou nas entregas necessárias para a realização dos jogos, mas a parceria deve estar presente no espírito e nos valores que os diversos interlocutores e a comunidade trazem durante o período de preparação, realização e legado dos Jogos;

6. Legado e sustentabilidade: uma preocupação cada vez mais forte nas candidaturas e compromissos de governo e organizações olímpicas: o legado. Como serão utilizadas as arenas esportivas, seu uso é sustentável em longo prazo, utiliza recursos e práticas sustentáveis ? Diz o relatório: "Os organizadores dos Jogos deveriam planejar o evento pensando num período de 30 anos e não somente no período imediatamente após o evento".

FONTE: Final Report of the IOC Coordination Commission- Games of tthe XXIX Olympiad, Beijing 2008.

19 de janeiro de 2011

Brasil convida empresas italianas a investirem no mundial de futebol e nas Olimpíadas, Il Sole 24 Ore, Itália



Cerca de 210 empresários italianos estiveram presentes na apresentação feita pelo Brasil sobre oportunidades de negócio com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, informa reportagem do Il Sole, que repercute o evento com um de seus organizadores italianos, o presidente do ICE, o Instituto Nacional de Comércio Exterior, Umberto Vattani. Para ele, a iniciativa representou uma grande oportunidade para líderes empresariais de conhecer pessoalmente os responsáveis pelos projetos que o Brasil pretende implementar nas áreas de infraestrutura, equipamentos de hotelaria, segurança, contratos e bens de consumo e ter reuniões bilaterais antes da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. ´São oportunidades que permitirão às nossas empresas intervir na realização dos dois eventos esportivos mais vistos no mundo e que darão visibilidade incomparável para o made in Italy`, afirmou. A Itália é o país europeu que tem o maior número de empresas inscritas no registro criado pelo Governo do Brasil para empresas internacionais interessadas em realizar as obras necessárias para a organização dos dois grandes eventos esportivos. Obras que não dizem respeito apenas às instalações desportivas mas também a mobilidade, tecnologia, instalações portuárias , aeroportos, hospitais e obras de engenharia. Neste registro, onde já existem mais de 150 empresas estrangeiras, a Itália não é apenas o primeiro país da UE, com 19% das inscrições - mais que a Alemanha (11%) e Espanha (7%) - mas o segundo do mundo, atrás apenas da Austrália (30%). Para o vice-presidente da Confindustria, Cesare Trevisani , ´há países como o Brasil que decidiram investir em infraestrutura e as nossas empresas estão prontas para aceitar o desafio.`

5 de janeiro de 2011

É a marca do calor humano inspirada pela natureza do Rio, O Estado de Sâo Paulo (05/01/11)

"É a marca do calor humano inspirada pela natureza do Rio": FRED GELLI - Criador do logo dos Jogos 2016

Bruno Lousada e Wagner Vilaron - O Estado de S.Paulo

Depois de lançar no réveillon de Copacabana a logomarca dos Jogos do Rio, da qual é criador, o sócio e diretor de criação da Agência Tátil Design, Fred Gelli, viu-se cercado por uma polêmica: houve acusações de que a marca olímpica seria plágio do quadro "A dança", do pintor francês Henri Matisse, e do símbolo da ONG Telluride Foundation, do Estado de Colorado, nos EUA. Ao Estado, ele negou veementemente.

O que significa fazer a marca dos Jogos no Rio?
Em primeiro lugar, é um grande orgulho. É o projeto dos sonhos de qualquer designer criar a marca com mais visibilidade do mundo. A felicidade é ainda maior ao ver a aceitação que a marca teve. Estou acompanhando pesquisas conduzidas por diversos veículos de comunicação que apontam aprovação de mais de 70% logo após seu lançamento. Mais do que aceitação, as pessoas estão compreendendo a marca e se envolvendo com ela.

Em quanto tempo a logomarca foi criada?
O processo começou em abril e terminou em setembro. Foram quase 6 meses. A etapa de estratégia, conceituação e criação, considerando até a aprovação final da comissão julgadora, durou quase três meses e reuniu uma grande equipe multidisciplinar dos escritórios da Tátil Rio e São Paulo. Entre setembro e dezembro, foram muitos dias só no refinamento do logotipo.


O que representa o símbolo dos Jogos Rio 2016?
Nossos colaboradores mergulharam no espírito olímpico, com a diversidade harmônica, a energia contagiante e a natureza exuberante do Rio e do Brasil. Trabalhamos em cima do tema central: paixão e transformação. O resultado é uma marca síntese do calor humano, inspirada pela natureza do Rio, dos atletas e das pessoas. A marca dos Jogos Rio 2016 convoca a união, o desejo brasileiro de somar forças e aspirações para viver, realizar e transformar o presente e o futuro por meio de uma visão sustentável. É uma grande rede coletiva em movimento, um convite e uma inspiração para o Rio e para o mundo.

Surgiram acusações de plágio da marca Rio 2016 com o quadro "A dança", do pintor francês Matisse, e com o símbolo da ONG Telluride Foundation. O que você acha disso?
Não conhecíamos essa marca da fundação (americana). Não houve nenhuma referência, em nenhum momento, a ela ou a qualquer outra ao longo de nosso processo criativo. A inspiração foi orientada pelo briefing da Rio 2016, que, entre outras coisas, recomendou que a marca fosse carioca, brasileira, traduzisse os valores dos Jogos e do movimento olímpico internacional. Além disso tudo, o Comitê Organizador Rio 2016 e o COI (Comitê Olímpico Internacional) não viram nenhum conflito dessa marca com outras.

Tais marcas se parecem?
Não consigo reconhecer na marca em questão o Pão de Açúcar ou qualquer outra referência ao Rio de Janeiro. O abraço é uma expressão universal. Nosso desafio foi incorporar valores como união e amizade à natureza do Rio de uma forma original e diferente.

Elas serviram de inspiração? Não conhecíamos a marca em questão.


O que diferencia o símbolo da Rio 2016 dos demais?
A tridimensionalidade da marca, que está caracterizada pelos volumes, luz e sombras, que não são encontradas em nenhuma outra marca que já se inspirou nos valores de união e amizade. Além disso, ela é inspirada nos valores olímpicos de união e amizade, além da natureza carioca representada pelo Pão de Açúcar. É uma marca que tem frente e verso, em cima e embaixo.

Um símbolo de beleza e polêmica, O Estado de Sâo Paulo (05/01/11)

Logomarca dos Jogos do Rio, lançada no réveillon, recebe mais elogios que críticas. Sua exploração deve render R$ 3 bilhões

Bruno Lousada e Wagner Vilaron - O Estado de S.Paulo


A estimativa do designer Fred Gelli, criador da logomarca dos Jogos Olímpicos do Rio, é de que quatro bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo vejam a sua obra assim que a competição tão badalada começar em 2016. Lançada no réveillon carioca, na Praia de Copacabana, ela já nasceu cercada de polêmicas - até com acusações de plágio -, e, claro, de elogios e críticas - há quem não tenha gostado, mas uma minoria. Para o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, a marca é inovadora e criativa. Especialistas ouvidos pelo Estado aprovaram o símbolo olímpico.
O publicitário Washington Olivetto fez uma série de elogios ao logo. "Gostei bastante. Não conheço os detalhes do briefing que inspirou a criação dessa marca, mas o primeiro impacto foi positivo. Tem harmonia gráfica e movimento contínuo, necessário na prática de todos os esportes. Ainda consegue ser 3D, com ângulos que sugerem o símbolo do infinito, valor significativo, importante para a eternidade desejada pelos idealizadores dos Jogos Olímpicos", comentou.
Para ele, "é fácil enxergar na marca influências de figuras importantes do cenário brasileiro, como Oscar Niemeyer e Burle Marx, que em todos os seus projetos usam traços que sugerem formas orgânicas em movimento". "A brincadeira de roda, reforçada pelas cores bem brasileiras, simbolizam a alegria do povo brasileiro. Movimentando-se mais um pouco em volta da marca, existe um ângulo pelo qual podemos enxergar claramente o Pão de Açúcar."
O designer gráfico Fabrício Montemor fez uma observação curiosa. De acordo com ele, durante muito tempo os organizadores desses eventos optavam por escolher um personagem como símbolo dos Jogos. Na maioria das vezes era um animal (como foi o caso do ursinho Micha, na Olimpíada de 1980, em Moscou), ou um ser com ares alienígenas, como ocorreu na Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão, em 2002.
"No caso do Rio, em vez de buscar a empatia e a simpatia das pessoas por meio da adoção de uma figura fofa, como um bichinho de estimação, optou-se por despertar uma sensação, um sentimento bom", explicou. "Alguns vão traduzir isso como paz, outros como integração ou união. Enfim, parece que o propósito foi atingido." Na visão de Rogério Dezembro, diretor da Talent, uma das maiores agências de propaganda do País, a escolha da logomarca é um momento crucial da organização do evento. Isso porque, se a imagem for bem recebida pelo público e tiver por trás dela um bom trabalho de divulgação de marketing, pode se transformar na principal fonte de receita da organização.

O Comitê Organizador da Olimpíada de 2016 planeja arrecadar cerca de R$ 3 bilhões com a exploração da logomarca, lançada no réveillon do Rio. A expectativa é de que os produtos oficiais licenciados comecem a ser vendidos em dois anos.
"É possível ativar diversas campanhas a partir dessa marca. Na condição de organizador, você pode licenciar produtos, como os tradicionais - camisetas, chaveiros, chapéus, além de toda a gama de artigos oficiais -, como também fazer contratos com empresas para que elas usem o logo em suas campanhas, dizendo que sua marca ou seu produto é o oficial dos Jogos Olímpicos", acrescentou.
De acordo com Dezembro, que nas horas vagas se aventura no departamento de marketing do Palmeiras, a polêmica que sucedeu ao lançamento da marca - há quem considere plágio do logo de uma ONG americana - não trará consequências. "A tendência é de que, com o passar do tempo, o mercado esqueça isso e tudo ande com tranquilidade."
Washington Olivetto acredita que os trabalhos citados como plagiados têm objetivos diferentes e são diferentes visualmente.

4 de janeiro de 2011

Turistas e cariocas aprovam a marca das Olimpíadas 2016, do G1



Após ter sido apresentada na festa de Réveillon, em Copacabana, a logomarca foi exposta em um shopping no Rio.

A logomarca dos 
Jogos Olímpicos de 2016, apresentada na festa de Réveillon, em Copacabana, será um dos símbolos mais vistos no mundo nos próximos cinco anos e meio. Nesta segunda (03), ela passou pela aprovação de cariocas e turistas que puderam ver a marca bem de perto.

A logomarca exposta em um shopping no Rio tinha apenas 30 centímetros de altura, mas atraiu todas as atenções.

“A logo me parece espetacular”, disse um 
turista.

“É o Pão de Açúcar, não é? Acho que é o Pão de Açúcar”, comentou outro 
turista.

Depois de ser apresentada ao mundo na festa de Réveillon, em Copacabana, nesta segunda, a marca deixou cariocas e 
turistas se sentindo bem mais perto das Olimpíadas, mesmo ainda faltando cinco anos para os Jogos.

“Eu consegui ver perfeitamente ‘Rio’ escrito”, afirmou uma visitante.

O desafio era criar uma marca que representasse os sentimentos da cidade e que fossem projetados para todo o planeta.

“Essa imagem tem tudo a ver com o momento atual do Rio. Ela é muito alegre e o povo está unido, o povo está de mão dada”, disse outra visitante.

Como é tridimensional, deu para explorar todos os detalhes. Três amigos até tentaram reproduzir as formas.

Semelhanças foram apontadas com a marca de uma fundação americana e até com o quadro “A dança”, do pintor francês Henri Matisse.

“Ambas as marcas bebem num signo universal, que são pessoas de mãos dadas celebrando. O Comitê Olímpico Internacional fez por seis meses uma varredura no planeta atrás de qualquer tipo de possível conflito entre a nossa marca e as marcas existentes com configurações semelhantes. E ela passou com louvor”, afirmou Fred Gelli, diretor de criação da agência.

A logomarca é carregada de simbolismo. E quanto mais próximo, mais significados. Com a possibilidade de tê-la nas mãos o efeito é ainda maior.

Para a 
turista de Belo Horizonte, em qualquer tamanho, é uma obra de arte.

“Aquele símbolo do infinito, que é uma coisa circular, que não termina e que um puxa o outro”, disse a mineira.

Os baianos tomaram uma decisão depois de tocar a logomarca.

“Estaremos aqui na 
Olimpíada”, disseram os turistas.

Um menino ficou encantado. Em 2016 ele vai entender que a logomarca dos 
Jogos Olímpicos do Rio é uma inovação. No lugar dos desenhos, uma escultura, que não poderia ter encontrado uma inspiração mais exuberante, o Pão de Açúcar.

3 de janeiro de 2011

O lançamento da marca Rio 2016, Portal do Ministério do Esporte

Logomarca dos Jogos Olímpicos de 2016 foi lançada no réveillon de Copacabana
Na noite do dia 31 de dezembro, poucas horas antes da queima de fogos da virada do ano na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 apresentou a logomarca dos Jogos Olímpicos de 2016, criada pela agência de design carioca Tátil, selecionada depois de um processo de cinco meses.

Para Jeanine Pires, assessora do Ministério do Esporte que, à época, como presidente da Embratur, participou da comissão julgadora, a logomarca “reflete a cultura brasileira e carioca, e contém valores importantes para o Brasil como diversidade, harmonia, natureza e o espírito olímpico”. Jeanine ressalta que, “ao mesmo tempo que expressa esses conceitos que representam o povo e a cultura do país, a marca apresenta elemento de modernidade e tecnologia”.

O Comitê Rio 2016 explica que “A marca traduz, com inspiração, o espírito olímpico e os atletas, o Rio e os cariocas, sua natureza, seus sentimentos e aspirações. Juntos, diferentes países, atletas e povos se abraçam – um movimento individual e coletivo que, num segundo olhar, revela um dos mais belos cartões postais do Rio, um Pão de Açúcar vibrante, que balança num gingado feito de alegria, união, celebração e amizade.”

A gerente de marcas do Comitê Organizador, Beth Lula, destaca que o emblema “é a personificação das nossas mensagens”, referindo-se às ideias que permeiam o projeto olímpico do Rio de Janeiro desde a fase de candidatura: de retratar a cultura local sem estereótipos, com o jeito apaixonante do carioca, peculiar mas ao mesmo tempo com uma linguagem global e inovadora para manter-se atual até 2016; a oportunidade de representar o Brasil no mundo; alinhada aos valores olímpicos; paixão e transformação da cidade e do país; diversidade harmônica; energia contagiante; natureza exuberante do Rio; e espírito olímpico.

O autor da marca, Fred Gelli, diz que ela “é humana e tridimensional”, e que o letreiro do emblema “tem o tom de voz do carioca, com um jeito descontraído de falar”. Sobre o fato de a marca ser tridimensional, ele diz que “Nada mais lógico que uma marca escultural para uma cidade escultural”, lembrando das formas topográficas da cidade do Rio de Janeiro.

A marca foi apresentada ao público em quatro telões na areia de Copacabana: um LED gigante de 154m² e três infláveis, posicionados ao longo da orla. A reação do público foi imediata, com aplausos de aprovação. De um mirante posicionado sobre a areia de frente para o telão de LED estavam o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge; a presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Rio 2016, Nawal El Moutawakel; o diretor de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, o prefeito Eduardo Paes, e o presidente do Rio 2016, Carlos Artur Nuzman.

Rogge disse que a marca Rio 2016 “é muito estética, inovadora e criativa”, acrescentando que ela “reflete a visão do Rio e do Brasil para estes Jogos, a paixão do brasileiro pelo esporte e a união de diferentes culturas em torno do projeto dos Jogos Olímpicos”. O presidente do COI foi além: “a logomarca parece flutuar, e isso me lembra de algumas das maiores esculturas do mundo”. Ele disse que, em sua atuação no COI, já viu mais de 20 marcas olímpicas serem criadas. “Amei todas. Cada uma deve ser analisada no contexto de sua época”, disse ele ao explicar que há 20 ou 30 anos não havia, na preparação dos Jogos Olímpicos, uma grande preocupação com legado e sustentabilidade, aspectos que ganharam relevo nos últimos anos e acabam se refletindo nas marcas que representam cada edição dos Jogos de inverno e de verão. E finalizou dizendo que “adoro velejar” e, portanto, “esta marca do Rio 2016 me diz muito”.

Nawal El Moutawakel destacou: “A escolha da marca é uma decisão crucial para uma cidade-sede porque ela estabelece o tom e se torna a cara destes Jogos para sempre. Gostaria de parabenizar o Comitê Rio 2016 pela sua escolha. Eles conseguiram capturar perfeitamente a visão e a emoção do Rio e do Brasil na sua marca. Não tenho dúvidas de que ela se tornará uma das marcas mais reconhecíveis do mundo nos próximos anos e ajudará a disseminar a mensagem do Rio de paixão e transformação em todo o planeta”.

Além do reconhecimento internacional, a marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016 terá exposição máxima pelos próximos seis anos, e será eternizada nas futuras imagens dos Jogos Rio 2016, transmitidas a bilhões de espectadores em todo o mundo. Jeanine explica que “A logomarca será usada em ações promocionais no exterior que irão agregar ainda maior valor à imagem do Brasil no mundo.”

O processo de escolha
A escolha começou em março de 2010, com 139 agências participantes. As etapas foram eliminatórias, que diminuíram o número de concorrentes para 87, depois 24, chegando a oito agências finalistas – quatro do Rio de Janeiro, duas de São Paulo e duas de Curitiba. Os trabalhos foram avaliados nos critérios de conceito, originalidade, criatividade e aplicabilidade da marca.

A decisão sobre a vencedora foi tomada no dia 1º de setembro, por unanimidade, e avisada à imprensa no dia 2. Após alguns ajustes, a logomarca foi enviada ao Comitê Olímpico Internacional no dia 8 de outubro para análise, até ser totalmente aprovada no dia 17 de novembro. A marca já está registrada no exterior e no Brasil, em 49 categorias de logomarcas.

A comissão julgadora teve composição multidisciplinar, formada por 12 profissionais do Brasil e do exterior reconhecidos nos mercados nacional e internacional por sua experiência na criação e aprovação de marcas ou por seu destaque no Movimento Olímpico internacional.

Logomarca paraolímpica
A logo dos Jogos Paraolímpicos de 2016 será escolhida em outro processo e lançada em outro momento, uma vez que o evento tem características próprias, com esportes distintos, regras específicas e instalações adequadas para esportes praticados por atletas com deficiência. Os Jogos Paraolímpicos têm palco e público próprios e, assim, também têm logomarca própria e ocasião especial para seu lançamento. 

Publicada no portal do Ministério do Esporte. 

O papel da marca Rio 2016 / The role of Rio 2016 brand

Rio 2016 - Countdown - Emblem Launch

Vídeo de lançamento da marca Rio 2016

Assista ao belíssimo vídeo de lançamento da marca Rio 2016: http://www.youtube.com/watch?v=UdmgHnqxyBo

A inspiração dos criadores da marca Rio 2016

Veja que vídeo interessante sobre o processo de criação, o conceito e significado da logomarca oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016:  http://vimeo.com/18331485

12 de dezembro de 2010

Guga X Agassi - Tenis Espetacular


Dia 11 de Dezembro no Rio o duelo dos tenistas
Gustavo Kuerten, Guga e Agassi.
Uma reedição descontraída e profissional de 10 anos quando os dois atletas viveram momentos especiais em suas carreiras.
Os dois se tornaram oficialmente cidadãos cariocas. O carisma dos tenistas e atenção do público foram os pontos especiais que se mesclaram à jogadas, aces e declarações de amizade.


3 de dezembro de 2010

The Economist mostra o passo do Rio

A revsita The Economist de hoje traz a matéria: Conquistando o Complexo do Alemão, um grande passo para reaver o Rio de Janeiro do controle dos traficantes
A publicação traz uma análise positiva em relação à ocupação do Complexo do Alemão, ressaltando que a tomada de controle da região pelas autoridades era algo que "os residentes do Rio de Janeiro pensavam que nunca iria acontecer". A matéroa mostra ainda que para os cariocas a ocupação representa um marco, "uma virada" para a cidade que "sofreu com décadas de má administração".  
A revista mostra ainda fatos como por exemplo as investigações sobre o tema da corrupção policial, dizendo que "talvez, pela primeira vez na história", há "vontade política para estender direitos, proteções e cidadania às favela". 
Ainda são ressaltadas as mesmas preocupações das autoridades cariocas e dos brasileiros: o controle permanente do território e sobre os traficantes e a consolidação das novas políticas públicas na área de segurança pública.

29 de novembro de 2010

Ainda sobre imagem do Rio e segurança

Começamos no post anterior uma breve análise sobre a nova abordagem que a imprensa internacional começa a dar para o tema da segurança pública no Rio. Tenho olhado os principais veículos dos principais mercados emissores de visitantes para o Rio e vejo a mudança de qualidade na abordagem.
É claro que os fatos sobre a retomada das favelas, a invasão da polícia são mencionadas, mas a ênfase no tema do combate aos territórios antes em poder dos traficantes, o apoio da população, a união de esforços dos diversos níveis de governo são destaque das matérias.
Sabemos que ainda muitos embates serão travados, e que o tema voltará à mídia internacional em diversos momentos, mas aproveitar a oportunidade para mostrar ao mundo as mudanças é essencial para começar a melhorar a forma como o tema da segurança é percebido pelo estrangeiros.
A opinião dos visitantes de outros países sobre o Brasil é muito positiva, a vontade de voltar está em mais de 93% dos visitantes; cerca de 90% dizem que indicariam o Brasil a amigos e parentes. O Rio de Janeiro tem sua imagem diretamente associada à do país. Além dos desafios de melhoria de serviços e produtos, a competitividade de nosso país passa também pelo tema da segurança pública.
Vejam algumas manchetes sobre o tema:

- New York Times - Estados Unidos
Força de ocupação brasileira clama vitória tomando quartel-general de bandidos


- Financial Times - Inglaterra
Forças de Segurança ganham controle de favelas

- El País - Espanha
Forças de segurança tomam o bastião dos narcos no Rio

- La Tercera - Chile
Com tanques, polícia brasileira expulsa traficantes de drogas de favela do Rio de Janeiro 

- El Observador
A liberdade volta à favela (CAPA)Um golpe de autoridade: Agora, a responsabilidade do governo brasileiro será desmontar – não com armas, mas sim políticas de inclusão – as desigualdades que fizeram a criminalidade crescer, o que fará a liberdade nas favelas ser permanente`, diz o jornal.


21 de novembro de 2010

Os impactos dos Jogos Londres 2012 no turismo do Reino Unido

Um estudo encomendado pelo Visit London e Visit Britain realizado pela Oxford Economics mostra os impactos econômicos que a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em Londres 2012 terão sobre o turismo do Reino Unido no período de 2007 a 2017.


Os principais dados mostram:
- os Jogos terão um impacto no turismo do Reino Unido entre 2007 e 2017 de £ 2,3 bilhões; desse valor, somente em Londres os valores serão de £ 1,85 bilhões
- tanto o turismo doméstico como o de estrangeiros, com seu gasto, terão importância para a vinda de novos fluxos de visitantes
- países emergentes como China, Rússia e Índia terão grande incremento de visitantes


O mais interessante ao analisar esses dados sobre o período de 10 anos é entender em que momento o setor de viagem e turismo será mais beneficiado. 
Do total mencionado, no período antes dos jogos esses impactos representarão 15% do total; durante os Jogos, esse impacto será de 31% do valor total, e depois do evento, ou seja, de 2013 a 2017 os maiores impactos deverão ser registrados. 
Cerca de 54% do total gerado para o turismo do Reino Unido terá impacto DEPOIS da realização dos Jogos.


Chama Olímpica dos Jogos de Inverno de Vancouver em 2010
Isso mostra a importância do legado olímpico para o setor de viagens de turismo, sem mencionar os impactos nos esportes de alta performance, o legado social, meio ambiental e a cobertura de mídia que trará imensuráveis benefícios à região.


Agora imaginem, se o Reino Unido que já figura entre os maiores emissores e receptores de turistas do mundo e ainda possui condições gerais mais avançadas de desenvolvimento que o Brasil, o quanto poderemos aferir e entender os resultados dos Jogos Rio 2016 ( com o Mundial de Futebol em 2014 ).
No próximo post.

3 de novembro de 2010

Global Sports Industry Summit

Dia 01 de Outubro participei da sessão de abertura do "Global Sports Industry Congress" em Londres. O evento foi promovido pela UKTI - UK Trade Investment, agência de promoção do país. 

A introdução mereceu a informação sobre as eleições presidenciais da noite anterior, quando elegemos nossa primeira mulher Presidente. A platéia aplaudiu!
O painel tratou das agora chamadas pelo mundo esportivo de "nações emergentes nos esportes". Participaram do debate o Ministro da Juventude e Esportes da Turquia, Faruk Nafiz; o CEO do Comitê Organizador dos Jogos de Inverno
de Sochi na Rússia, Dmitry Chemysshenko; o Secretário Geral da Confederação Mundial de Basketball e membro do Comitê Olímpico Internacional.
Falei sobre os fundamentos econômicos sólidos para o crescimento do Brasil e a diminuição das desigualdades sociais que geram uma nova classe média no Brasil, um grande mercado consumidor.
O cenário macro-econômico do país dá mais credibilidade aos investidores e empresas que querem fazer negócios nos eventos esportivos.
Durante o debate, temas relacionados ao fato de serem países emergentes a realizar grandes eventos esportivos foram abordados por diversas perspectivas:  Como o mundo pode conhecer melhor esses países ainda com muitos esteriótipos? Como países que vão sediar eventos estão tratando dos temas ligados à segurança, estabilidade econômica ? Os grandes eventos esportivos são oportunidades para esses países ou "presentes" das entidades internacionais ?
Salientei que o mundo vive um momento diferente, onde os países emergentes passam a participar de decisões importantes, com grandes mercados internos de consumo e possibilidades de negócios em diversas áreas.
Mesmo no caso do Brasil, o Presidente Lula colocou diversos temas políticos e econômicos como prioritários em sua agenda, dentre eles, a captação
dos Jogos Rio 2016 para o continente sul-americano. 
Falei também dos impactos econômicos dos eventos na economia do Brasil, de seus objetivos objetivos esportivos e dos valores do movimento olímpico, e da atração de mais e novos negócios para o Brasil.
Aproveitei para explicar como funcionam as estruturas de parcerias entre os diversos níveis de governo e o Comitê Organizador da Copa 2014 e a Rio 2016
como forma de parceria, monitoramento e entrega das garantias que o país se responsabilizou com as entidades.
Finalizei mencionando os grandes desafios que virão que frente e que o Brasil pensa em seus objetivos estratégicos para antes, durante e depois dos grandes eventos.

29 de outubro de 2010

The Global Sport Summit - Economist Conferences, by Jeanine Pires

Hoje ao final da manhã em Londres tive a oportunidade de representar o Ministro do Esporte Orlando Silva na Conferência realizada pelo The Economist com seguinte tema: Transforming the Industry: the rules of engagement.
Nossa participação objetivou apresentar brevemente a importância que os eventos esportivos de 2014 e 2016 terão em nosso país e continente. Compartilho com vocês minha fala: 

Good afternoon, ladies and gentlemen.
On behalf of the Brazilian Minister of Sports, Orlando Silva, I would like to thank The Economist for the opportunity of being here to share some fantastic news about Brazil, the country that will host the two major sports events of the planet - the 2014 FIFA World Cup and the 2016 Olympic and Paralympic Games.
Nowadays, a great social and economic transformation is in course in Brazil. The country is experimenting a rare moment in terms of wealth redistribution and social inclusion, and this movement is expected to be stronger in the coming years. Social policies and higher minimum wage contribute for the reduction of inequalities, and makes Brazil a great domestic market of consumption.
More than 30 million Brazilians overcame poverty in our country. About 25 million of them have risen to the C class, which today accounts for almost half of Brazil’s population – around 90 million people. Brazil gathers the conditions to a long term growth cycle and to become one of the most dynamic economies of the world. In 2010, Brazilian GDP is expected to grow 7.5% and global investments in infrastructure shall increase more than 20%, reaching 49 billion euros. 
The World Cup and the Olympic Games will bring significant benefits to the country, as a result from investments in airports, roads, urban transportation, sport venues, hotels, telecommunications, and environmental projects. All of these become opportunities for entrepreneurs and experts in planning, engineering, constructing and managing large scale infrastructure projects. The macroeconomic environment and political stability assures good conditions for these new investments.
The Brazilian Government already has a strong and long term investment programme aimed at stimulating infrastructure development and boosting economic expansion. The Accelerated Growth Plan - PAC, was announced in 2007 and allocates around 255 billion euros over a four year period.
There will be a huge impact over infrastructure, tourism, employment and consumption. The total planned investment for 2011-2014 is 382 billion euros. The World Cup and the Olympic Games will accelerate the transformation that is already in course.
Federal Government estimates that 330 thousand direct jobs and 4 hundred thousand temporary staff will be created during the 2014 throughout Brazil. Between 2010 and 2019, the World Cup will add 74  billion euros to the Brazilian economy. The country may host 6 hundred thousand visitors during the World Cup.
In 2016, for the first time the Olympic and Paralympic Games will be held in South America, in the wonderful city of Rio de Janeiro. We are sure that this fact will have huge impact not only in Rio, but in Brazil and in the entire continent.
Initial surveys demonstrate that the investment of 4.8 billion euros in the Olympic Games will generate 20.4 billion euros to Brazilian economy from 2009 until 2027. Around fifty five sectors of Brazilian economy will have direct benefits from the Olympic Games, especially construction, housing, services, gas and oil, technological and information services and transports. More than 120 (one hundreds and twenty thousand) jobs a year will be created until 2016.
UK companies are particularly well placed to take advantage of opportunities on these projects given the strong links between London 2012 and Rio 2016, and also the good relationship between our governments.
Brazilian is making a great effort to plan and get the best of the major sports events to the country. We have important goals to be achieved before, during and after the games. We are working hard to deliver not only the events, but a legacy that will help to change Brazil and South America.
Successful events can make the country more known around the globe and transform even more our culture and our people as our most important values. 
This is a longstanding idea for which Brazil has been gradually preparing itself. In 2003, President Lula reformed the Ministry of Sports in order to have a policy fully devoted to sports, revealing a new understanding of its strategic role in Brazilian society. The Pan American Games of 2007, which were held in Rio, were in tune with this political decision. They were also a test of Brazil’s commitment to these goals. 
The main social legacy that Rio 2016 will leave can be resumed on three targets:
The first one is the Sports Legacy. It is meant to ensure that the practice of sports and physical activities is widely promoted in Brazil before and after the Games are held. This policy wants to implement significant advances in Brazil’s Olympic performance, in the efficient development of technical teams, in a deeper exchange with other countries, in making full use of the large sports facilities that the Games require, and in boosting the sports-related production chain.
The second aspect is the Social Legacy. It combines projects designed for social inclusion and well-being of the low-income populations, particularly through educational sports. Rio 2016 is expected to afford totally new and innovative opportunities to these sectors. The main focus is on young people: on their professional and citizenship training based on the universal values of sports. One of the most important programmes is called Second Half Time, which offers after-school activities, such as practice of sports, pedagogical supervision and food for students of public schools exposed to social risk. Since 2003, 3.6 million children and adolescent were assisted by the program.
Finally, there is the Urban and Environmental Legacy, two areas that are addressed here as an inseparable unit. The environment of the Cariocas is their city, and life in urban centres is highly dependent on access to sustainable natural resources. Likewise, the Olympic Games cannot be held without good urban mobility, safety, the best services, air quality and public transportation. Because these needs are complementary, synergies must be ensured between urban and environmental improvements, linking the Olympics to Rio’s structural regeneration with a view to the future. The beauty of the city and country landscapes are the greatest attractions of the games.
Degraded areas, like the port area in Rio de Janeiro, are already being recovered. Improvement of public transport and urban roads are being carrying on in the FIFA World Cup 12 Host Cities and in Rio, for the Olympic Games. 
Besides, the Rio 2016 Olympic and Paralympic Games environment and sustainability plan, supported by all levels of Government, will focus on four areas:
Water conservation and Renewable energy
A carbon neutral Games
Waste management
Social responsibility
We are also facing a big challenge: the public safety. During 2009 and 2010, 13 Pacifying Police Units (UPPs) were installed in nine communities of Rio de Janeiro; it is a hard and assertive programme with great progress and still big challenges.
The Government also created the World Cup and Olympics Scholarships in order to train professionals directly involved in the 2014 and 2016 events. These measurements are part of a great programme, National Programme for Public Safety with Citizenship in metropolitan regions, by means of the articulation between safety policies and social and preventive actions. It innovates in establishing a federative relationship that integrated the Federal Government, the states, the cities and others sectors. The programme presents more than 90 types of actions, the main target public is young people from 15 to 24 years of age involving the cities to a national security strategy formerly restrict to states role. 
We are also learning with other countries that have already hosted major sports events, like Germany, South Africa, Canada and, now, the UK; that will hold with great success the 2012 Olympic and Paralympic Games. All of them have a lot to exchange with us with their experiences, which will help Brazil to deliver the Games with great venues, organisation and professionalism. But also with passion, joy and Brazilian hospitality. Both 2014 and 2016 will be opportunities to show the world much more of our country, our people, our nature and our great economy. 
Major sports events change cities and countries. But when they are held in emerging countries like Brazil, they mean much more - they give proud to the people, they accelerate investments and they improve social inclusion. 
It is a great challenge to our country. But we are facing it and we will deliver peaceful, well organised and joyful games, in the way that Brazilian people do their great parties.
In this short speech, I have introduced some figures and programs to show you how Brazil is working to ensure that, in 2014 and 2016 the world will have games of celebration and transformation.

This Sunday 31 October, Brasil has a democracy important moment. 135 million brazilians will be voting to elect the new President in totally electronic voting system, giving us the opportunity to know the final result at the same night.
Now, I invite you to visit Brazil, to learn more about the country and to experience a land of joy, sports and business. 
Thank you !
Jeanine Pires

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